- Israel bombardear os subúrbios sul de Beirute pela primeira vez desde a entrada em vigor da trégua de 17 de abril, alegando neutralizar um comandante do Hezbollah.
- A agressão concentrou-se no bairro de Ghobeiri, segundo a Agência Nacional de Informação libanesa (ANI).
- Malek Ballout, comandante de operações da força Radwan, foi morto, conforme confirmou uma fonte do Hezbollah à agência France-Presse (AFP).
- O ataque ocorre num momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou haver boas hipóteses de um acordo com o Irão; desde 8 de abril, ataques de Israel no Líbano não tinham atingido Beirute.
- O cessar-fogo visa facilitar negociações, mas há obstáculos, como a recusa de Israel em retirar tropas do sul do Líbano e a oposição do Hezbollah; o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que ainda é cedo para um encontro de alto nível.
Israel bombardou os subúrbios a sul de Beirute pela primeira vez desde a entrada em vigor da trégua, em 17 de abril, causando a morte de um comandante sénior do Hezbollah, ligado à força de elite Radwan. O ataque ocorreu na região de Beirute, com foco no bairro de Ghobeiri, e foi confirmado por meios de comunicação libaneses.
De acordo com a Agência Nacional de Informação libanesa (ANI), a aviação israelita atacou Ghobeiri, alvejando posições associadas à força Radwan. O anúncio foi corroborado pelas autoridades israelitas, que destacaram que o alvo era um comandante de alto escalão da mesma força.
Uma fonte não identificada do Hezbollah confirmou à AFP a morte do comandante Malek Ballout, chefe de operações da Radwan. O episódio ocorre num momento em que, desde 8 de abril, o Líbano tem sido alvo de ações aéreas israelitas que já causaram centenas de mortos.
Contexto do cessar-fogo
O cessar-fogo entre Líbano e Israel visa facilitar negociações, mas persiste a resistência de ambos os lados. Israel condiciona a retirada de tropas no Sul do Líbano, enquanto o Hezbollah tem adiado negociações formais. O governo libanês, liderado pelo primeiro-ministro Nawaf Salam, afirmou ser prematuro promover encontros de alto nível sem consolidar o cessar-fogo existente.
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