- A Suécia apreendeu o cargueiro Caffa, da frota fantasma russa, suspeito de transportar trigo ucraniano roubado, após a abordagem no início de março.
- O navio, de 96 metros (315 pés), tinha saído de Casablanca a 24 de fevereiro e seguia para São Petersburgo quando foi abordado pela polícia sueca ao largo de Trelleborg, a 06 de março.
- Um membro da tripulação foi detido dias depois, suspeito de infrações ao código marítimo, à segurança dos navios e de uso de documentos falsos.
- A apreensão ocorreu a pedido de cooperação judiciária de um Estado estrangeiro, que não foi especificado pela procuradoria.
- O Caffa constava na lista de sanções da Ucrânia e navegava sob bandeira da Guiné com informações anteriores de uso para transportar trigo roubado à Ucrânia.
A Suécia apreendeu o cargueiro Caffa, navio da chamada frota fantasma russa, suspeito de transportar trigo ucraniano roubado. A operação ocorreu após uma investigação internacional iniciada no início de março, anunciada pela procuradoria nacional.
O barco, com 96 metros de comprimento, saiu de Casablanca em 24 de fevereiro e dirigia-se a São Petersburgo quando foi abordado pela polícia à superfície, ao largo de Trelleborg, no sul do país, a 6 de março. Um tripulante foi detido dias depois por infrações ao código marítimo e ao regime de segurança, além de uso de documentos falsos.
A procuradoria informou que o navio foi apreendido mediante um pedido de cooperação judiciária de outro Estado, indicado apenas como estrangeiro. O objetivo é permitir ao tribunal decidir sobre a possível entrega desse Estado.
Segundo o procurador Hakan Larsson, a decisão de apreensão visa possibilitar a continuação das investigações na Suécia. O objetivo é esclarecer a eventual violação de sanções e a relação com o transporte de trigo de origem ucraniana.
Em março, a guarda costeira sueca havia destacado que o Caffa constava na lista de sanções da Ucrânia e navegava sob a bandeira da Guiné, alegadamente falsa. A embaixada da Rússia em Estocolmo informou que 10 dos 11 membros da tripulação eram russos.
O chefe interino das operações dos guardas costeiros, Daniel Stenling, indicou à imprensa que havia informações sobre o uso do navio para transportar trigo roubado à Ucrânia. A autoridade sueca não especificou o país de origem das instruções para a apreensão.
Entre na conversa da comunidade