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Presidente de associação europeia defende indústrias de defesa em Portugal

ASD defende que Portugal tem indústrias de defesa fortes e pode assumir papel estratégico na Europa, com maior cooperação industrial e tecnológica

Foto: Direitos reservados
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  • O presidente da Aerospace and Defence Industries Association of Europe (ASD) afirmou, em Cascais, que Portugal tem indústrias de defesa fortes e já colabora com OGMA e Critical Software, com potencial para mais parcerias, incluindo com a Suécia.
  • A ASD destacou a importância de uma indústria europeia de defesa competitiva, defendendo que a procura comum entre países pode gerar maior volume de negócios e fomentar joint-ventures.
  • O responsável alertou para os impactos do fecho do estreito de Ormuz e do conflito no Irão nas rotas aéreas, custos de combustível e cadeias de abastecimento, pedindo medidas para manter linhas abertas e evitar interrupções logísticas.
  • Em defesa da utilização ética da IA, admitiu que falta regulamentação europeia específica para defesa e defendeu um modelo com pessoa no controlo (humano no circuito) antes de decisões agressivas, considerando necessária uma perspetiva global.
  • Sobre soberania europeia e NATO, afirmou que a independência estratégica passa por cooperação e interoperabilidade, defendendo maior participação europeia na defesa sem cortar laços com os EUA, e sublinhou a importância de reduzir a fragilidade das cadeias de abastecimento e aumentar capacidades soberanas.

O presidente da ASD Europe afirma, em Cascais, que Portugal tem indústrias de defesa fortes e pode desempenhar um papel relevante no sector. A observação surge durante a ASD Convention 2026, que junta agentes europeus de Defesa, Segurança e Aeroespacial.

O responsável destacou que Portugal já colabora com OGMA e Critical Software e sugeriu que mais parcerias com empresas lusas poderiam fortalecer a posição europeia. A entrada de Portugal no reforço de caças foi apontada como um possível desdobramento futuro.

Além disso, reconheceu que Portugal possui uma associação sólida e volumes de exportação expressivos, o que facilita o envolvimento nas cadeias de fornecimento e formação de pilotos. A conversa incidiu sobre o potencial de cooperação aviation entre Portugal e a Suécia.

O responsável também referiu que, no contexto da indústria, o fecho do estreito de Ormuz e o conflito com o Irão criam perturbações para rotas aéreas e custos de combustível. Enfatizou a necessidade de manter linhas de abastecimento abertas para evitar impactos na logística do setor.

Na esfera ética, defendeu que a IA na defesa deve ser tratada com regras claras, ainda não existentes na Europa. Questionado sobre regulação, explicou que o AI Act não cobre diretamente a defesa e que é preciso uma perspetiva global para sistemas autónomos, com supervisão humana em decisões críticas.

Relativamente à soberania nacional, o presidente da ASD reiterou a importância de os países manterem controlo sobre a defesa e sublinhou que a UE deve facilitar por via de programas como o Fundo de Defesa Europeia, sem impor uma centralização política. A ideia é promover cooperação sem comprometer a autonomia dos Estados-membros.

Sobre a autonomia europeia, destacou a necessidade de interoperabilidade entre aliados, defendendo que a Europa pode manter parceria com os EUA e a NATO enquanto desenvolve capacidade soberana. A aposta passa por cadeias de abastecimento regionais mais resilientes, para reduzir dependências de matérias-primas e minerais estratégicos.

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