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Suécia confisca navio da frota fantasma russa com pavilhão falso

Suécia confisca o cargueiro Caffa, ligado à frota fantasma russa, suspeito de transportar cereais ucranianos roubados sob bandeira falsa

O Caffa, à esquerda, e o Sea Owl I ancorados lado a lado à saída de Trelleborg, 13 de março de 2026
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  • A Suécia confiscou o cargueiro Caffa, de 96 metros, apreendido a 6 de março, acusado de transportar cereais ucranianos roubados.
  • O navio, que navegava com uma bandeira guineense falsa, estava a caminho de São Petersburgo quando foi abordado pela polícia sueca.
  • O Ministério Público sueco informou ter detido um membro da tripulação por suspeitas de violação do código marítimo, da lei de segurança de navios e uso de documento falso.
  • A autoridade sueca recebeu um pedido de assistência jurídica de um Estado estrangeiro para medidas de investigação, incluindo relativas ao navio Caffa, e decidiu o confisco para avaliação de entrega ao país requerente.
  • A operação insere-se num contexto mais amplo de tentativas de contornar sanções da União Europeia, dos Estados Unidos e do G7, com alegações de que a chamada “frota fantasma” envolve velhos petroleiros de propriedade opaca.

O Ministério Público sueco confirmou nesta quarta-feira o confisco de um cargueiro ligado à suposta Frota Fantasma russa, apreendido no início de março. O navio transportava cereais e foi alvo de uma ação após pedido de assistência jurídica de um Estado estrangeiro, sem revelar qual.

O cargueiro Caffa, com 96 metros de comprimento, seguia para São Petersburgo quando foi abordado pela polícia sueca em 6 de março. Um membro da tripulação foi detido sob suspeita de violar o código marítimo, leis de segurança naval e de usar documentos falsos.

A Guarda Costeira tinha informado previamente que o navio estava em lista de sanções da Ucrânia e operava sob bandeira guineense falsa. O procurador Hakan Larsson explicou que o registo do veredito depende de avaliação pelo tribunal, para possível entrega ao Estado solicitante.

A embaixada da Rússia em Estocolmo indicou que a maioria dos 11 tripulantes era de nacionalidade russa. O chefe interino de operações da guarda costeira referiu que o navio poderia ter sido usado para transportar cereais roubados da Ucrânia, segundo investigação inicial.

Contexto

A investigação insere-se num cenário em que a Rússia é acusada de falsificar propriedade de velhos petroleiros para contornar sanções da UE, EUA e G7 desde a invasão de 2022. As sanções atingem, entre outros, seguros e transporte de petróleo russo.

Especialistas apontam que obras de evasão podem fazer parte de uma campanha de pressão económica, com risco de sabotagem e de guerra híbrida. Em outros casos reportados, navios sancionados foram abordados pela marinha de países europeus.

No início de 2025, informações internacionais indicaram ações de fiscalização similares em diferentes frentes, incluindo operações no Mediterrâneo e no Báltico, com implicações para a segurança marítima e a cadeia de suprimentos.

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