- O chanceler alemão Friedrich Merz disse que o calendário proposto para a adesão da Ucrânia à União Europeia não é realista, destacando que cerca de vinte por cento do território ucraniano está sob ocupação russa.
- Merz indicou que o caminho para a adesão pode envolver concessões territoriais e decisões em referendos paralelos.
- Zelenskyy pediu adesão plena com uma data clara, sugerindo janeiro de 2027, mas Merz afirmou que nem 2027 nem 2028 são realistas.
- Durante a cimeira informal na Chipre, líderes da UE destacaram reformas, alertando contra prazos artificiais e sublinhando que o processo depende do mérito de cada país candidato.
- A Comissão Europeia reiterou que a adesão é um processo de mérito, exigindo unanimidade entre os Estados-Membros para abrir grupos de negociações.
Friedrich Merz, chanceler alemão, afirmou que o calendário proposto pela Ucrânia para entrada na União Europeia não é realista, numa altura em que se intensifica o debate sobre o alargamento. O comentário surgiu numa sessão com estudantes na Renânia do Norte-Vestefália.
Merz sugeriu que a adesão da Ucrânia poderá depender de concessões territoriais, acrescentando que, no final, o acordo pode ser decidido via referendos paralelos. O país enfrenta uma ocupação russa de cerca de 20% do território.
Segundo o líder alemão, em caso de acordo de cessar‑fogo e posterior tratado de paz com a Rússia, parte do território poderia deixar de ser reconhecido como ucraniano. De acordo com Merz, para obter apoio interno, Zelenskyu terá de promover um referendo.
Contexto europeu
A declaração surge após a cimeira informal da UE em Chipre, onde Zelenskyu defendeu a adesão plena da Ucrânia, rejeitando a ideia de uma adesão simbólica. O chefe de Estado pediu um processo rápido, com data definida para o início da integração.
A UE reiterou que o alargamento se baseia no mérito e na progressão de reformas, sem fixar prazos. Ursula von der Leyen e António Costa destacaram a necessidade de reformas contínuas sem prometer datas específicas.
Situação na Ucrânia e negociações
A Ucrânia continua a justificar a adesão plena como prioridade, enquanto a Rússia insiste em ceder territórios no Donbas. Kiev rejeita propostas que reconheçam a ocupação como consolidada ou que premiem a agressão.
O calendário para as negociações é controverso, com o bloco a depender de avanços internos e da unanimidade entre os Estados-Membros. A Comissão destacou que Kiev mostra prontidão para abrir negociações, condicionadas pelas reformas.
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