- O parlamento esloveno aprovou o executivo de Janez Janša, formando um governo de centro-direita com uma coligação de quatro partidos de direita; o país volta a ter 15 ministros, sendo sete do seu Partido Democrático Esloveno.
- Janša, pela quarta vez, promete reduções fiscais, racionalização das despesas orçamentais e combate à corrupção, afirmando que os ministros representam diferentes regiões e gerações.
- O primeiro-ministro disse que os novos ministros tomam posse na sexta-feira, substituindo os antecessores, e que somente depois haverá uma avaliação da situação.
- O acordo encerrou um impasse político que durou meses após as eleições de março; o governo de coalizão de direita reuniu apoio e garantiu maioria de dois terços no parlamento com o suporte do partido Verdade (antissistema).
- Entre os grandes desafios da Eslovénia estão a regulamentação da segurança social, o aumento de preços da habitação, a pressão sobre o sistema de saúde e a prioridade de melhorar a situação dos idosos; o país tem PIB per capita entre noventa e noventa e cinco por cento da média da União Europeia.
O parlamento da Eslovénia aprovou o governo de centro-direita de Janez Janša, que assume o cargo pela quarta vez. A coligação junta o Partido Democrático Esloveno a quatro parceiros de direita.
O Executivo trabalha com 15 ministros, sete deles do PDS. Janša reivindica reformas fiscais e de despesa pública, além de ações para combater a corrupção e melhorar a situação dos idosos. Os ministros devem tomar posse na sexta-feira.
Janša agradeceu as felicitações no parlamento de Liubliana, destacando que as mudanças começaram a avançar e que é necessário reconhecer o trabalho do governo anterior. Apenas depois poderá ser avaliada a situação atual.
Governo e coligação
O novo governo foi formado após meses de impasse decorrente das eleições de março. O PSD conseguiu apoio de quatro partidos de direita e de uma figura externa, o partido Verdai, assegurando uma maioria parlamentar.
Segundo o primeiro-ministro, a Eslovénia enfrenta problemas estruturais, como impostos elevados, défice orçamental em ascensão e previsões negativas de agências de notação. A burocracia e a regulamentação excessiva também figuram entre os desafios.
Desafios estruturais
A melhoria da gestão da segurança social e dos subsídios de subsistência é uma prioridade, bem como a crise habitacional agravada pela subida dos preços dos imóveis. O sistema de saúde também é visto como sobrecarregado pelo envelhecimento da população.
Janša indicou que o objetivo incluiu reforçar a proteção social, enfrentar custos públicos e promover um ambiente de decisões mais ágil no governo central, evitando atrasos em assuntos locais.
Perspectivas económicas
A Eslovénia é um dos países da UE com economias desenvolvidas, situando-se no tercio superior do bloco. O PIB per capita permanece próximo de 90 a 95% da média europeia, colocando o país em patamares comparáveis a Espanha e Itália.
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