- Centenas de pessoas concentraram-se em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, para protestar contra e a favor de Lula da Silva, durante a visita de terça-feira a Portugal; o protesto contra o presidente brasileiro foi organizado pelo Chega.
- O líder do Chega, André Ventura, juntou-se à manifestação por volta das 13 horas, usando uma t‑shirt branca com a inscrição do partido; garantiu que a presença de Lula na Europa deve ser debatida, citando corrupção e a abertura de portas a “criminosos”.
- Ventura afirmou que, na política, “não pode valer tudo” e comparou criticamente com a receção de líderes de outros países; disse que evitaria receber “corruptos” em Portugal.
- Vários deputados e dirigentes do Chega discursaram, criticando Lula da Silva e também o Presidente da República, António José Seguro, pela receção em Portugal; participaram cidadãos brasileiros e um pastor evangélico.
- Entre as intervenções, houve elogios aos trabalhadores brasileiros que vivem em Portugal e críticas ao que o Chega entende como conluio entre o PS e “terroristas” e ditadores, com referências a figuras internacionais.
Centenas de pessoas reuniram-se em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, para manifestações a favor e contra Lula da Silva, durante a visita de hoje a Portugal. O protesto foi organizado pelo Chega.
O líder do Chega, André Ventura, juntou-se ao protesto perto das 13h, trajando uma t-shirt branca do partido com uma inscrição nas costas. Manifestantes pediram fotografias, houve também quem expressasse discordância com a iniciativa.
Ventura afirmou que o Chega atua sempre que Lula visita o país, defendendo que se combate a corrupção e que não se pode receber quem é apresentado como corrupto. Comparou ainda com a recusa de receber líderes de regimes controversos.
Questionado sobre a hipótese de receber Lula enquanto líder de Portugal, o dirigente disse que é de evitar a presença de figuras consideradas corruptas no país. Ventura planeava discursar num palco montado para o efeito.
Ao longo do evento, vários deputados e dirigentes do Chega subiram ao palco, acompanhados por cidadãos brasileiros e por um pastor evangélico, que tomaram intervenções públicas.
Também houve críticas ao Presidente da República, António José Seguro, pela receção a Lula. O foco foi a relação entre o governo e a visita do líder brasileiro.
O presidente parlamentar Pedro Pinto assegurou que o Chega pretende manter Portugal aberto apenas aos brasileiros que trabalham, sugerindo que outros voltassem ao Brasil.
Bruno Nunes, deputado do Chega, insinuou que os desempregados presentes na outra manifestação podem voltar ao Brasil, argumentando que não têm desculpa para ficar em Portugal. Explicou ainda que a receção de Lula revela supostas ligações entre PS e figuras associadas a regimes violentos.
O deputado encerrou com uma referência crítica a figuras internacionais, mantendo o tom contestatário do conjunto da sessão. Não houve espaço para opiniões pessoais no texto.
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