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Starmer diz que é inacreditável não ter sido informado sobre veto a Mandelson

Starmer afirma não ter sido informado sobre o veto de segurança a Mandelson, enquanto se confirma investigação interna e aumenta a pressão sobre o Governo

Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos EUA, e Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, num encontro em Washington D.C., em Fevereiro de 2025
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  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse acreditar ser inacreditável não ter sido informado pelos funcionários do Foreign Office de que o Serviço de Avaliação de Segurança recomendou, em 2024, não conceder autorização de segurança a Peter Mandelson para o posto.
  • Starmer pediu desculpa às vítimas ligadas ao ex-embaixador e aos que o apoiaram, garantindo que, se soubesse da recomendação, não teria avançado com a nomeação, e anunciou uma investigação interna ao período em que Mandelson foi embaixador.
  • A defesa de Starmer é de que informações sensíveis devem ser protegidas, mas que o ministro responsável pela nomeação devia ter sido informado sobre a recomendação do UKSV.
  • A investigação criminal em curso pela Polícia Metropolitana envolve alegadas informações confidenciais partilhadas por Mandelson com um gestor de fortunas ligado a Epstein, o que complica o caso.
  • Olly Robbins, funcionário público responsável pelo Serviço Diplomático, deverá prestar declarações ao Parlamento, após Starmer indicar que não concordara com as explicações dele sobre a decisão de ignorar o veto, enquanto alguns deputados criticam a gestão do caso pelo Governo.

Keir Starmer afirmou que é “inacreditável” não ter sido informado sobre o veto de segurança ao embaixador-designado Mandelson. O primeiro-ministro respondeu a críticas que apontam para omissões do Foreign Office, no caso do UKSV, que em 2024 recomendou não autorizar Mandelson a chefiar a embaixada dos EUA.

Starmer pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein, com quem Mandelson mantinha ligações, ao justificar a nomeação para Washington. Reiterou que o veto do UKSV não foi transmitido aos ministros responsáveis pela nomeação.

O chefe de governo garantiu que, se tivesse tomado conhecimento da recomendação, não avançaria com a nomeação. Anunciou ainda uma investigação interna ao período em que Mandelson exerceu o cargo, entre fevereiro e setembro de 2025, altura em que foi demitido por questões de segurança nacional.

Contexto e desdobramentos

Segundo o líder trabalhista, novas informações sobre o caso chegaram na terça-feira anterior. Explicou que não divulgou esses dados no debate parlamentar seguinte por ainda não ter reunido todos os factos relevantes sobre o veto do UKSV.

As razões para o chumbo do UKSV não foram tornadas públicas, devido a uma investigação criminal em curso pela Polícia Metropolitana de Londres. A investigação envolve alegadas partilhas de informações confidenciais entre Mandelson e um gestor de fortunas ligado a Epstein.

Além das ligações com Epstein, surgem dúvidas sobre negócios de Mandelson com a Rússia e a China, segundo críticas internas. Em 2024, a Sky News informou que Starmer tinha conhecimento de que nomeações para embaixador nos EUA requerem aprovação do UKSV.

Testemunhos e consequências políticas

Olly Robbins, chefe do serviço diplomático, foi afastado por Starmer na semana anterior. Robbins deverá depor no Parlamento, após o líder afirmar discordar das explicações dadas sobre a decisão de ignorar o veto.

Morgan McSweeney, chefe de gabinete demitido em fevereiro, assumiu responsabilidade pelo processo de nomeação de Mandelson. Críticos acusam Starmer de transferir responsabilidades para assessores e para a administração pública.

A percepção pública aponta para fragilização de Starmer, com sondagens a apontarem resultados desportando o Labour nas eleições locais e nas legislativas da Escócia e do País de Gales. As eleições estão marcadas para o próximo mês.

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