- Milhares de residentes do Wang Fuk Court regressam a partir desta segunda-feira para recuperar pertences, com entradas limitadas a até três horas por sessão e o processo a prolongar-se até início de maio.
- O incêndio de novembro de 2025 em Hong Kong matou 168 pessoas e afetou sete dos oito edifícios do complexo, obrigando milhares a abandonar as habitações.
- Cerca de seis mil moradores vão entrar nos apartamentos, com avaliações a decorrer em cerca de 1700 unidades; as zonas mais afetadas foram classificadas como áreas perigosas.
- O regresso é vivido com sentimentos contraditórios, entre o desejo de recuperar bens e receios sobre a recompra de propriedades a preços próximos do valor de mercado anterior ao incêndio.
- Investigações iniciais indicam falhas em sistemas de segurança contra incêndios devido a erro humano, enquanto alguns residentes questionam a opção de reconstrução no mesmo local.
Milhares de residentes do Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, Hong Kong, regressam a partir de hoje aos apartamentos destruídos pelo incêndio mortal de novembro de 2025 para recuperar pertences. O fogo causou 168 mortos e afetou sete dos oito edifícios do complexo, levando à evacuação de milhares de pessoas.
O retorno está limitado a janelas de até três horas por residência, com o processo a estender-se até ao início de maio. As autoridades estão a avaliar aproximadamente 1700 apartamentos, enquanto parte da área permanece classificada como “perigosa” devido aos danos estruturais.
O que voltou a estar acessível
Imagens oficiais mostram tetos e paredes colapsados, interiores cobertos de destroços e estruturas metálicas expostas. Os trabalhos de reforço decorrem em áreas fragilizadas para evitar novos riscos, com mais de 920 apartamentos afetados pelo incêndio.
Reações dos residentes
Entre os moradores, surgem sentimentos contraditórios: alguns aceitam a oferta de compra de direitos de propriedade a preços próximos ao valor pré-incêndio, enquanto outros desejariam manter a possibilidade de reconstrução no local. Vários residentes destacam perdas de bens de valor sentimental, como álbuns de fotografias de infância.
A idade média dos residentes do complexo é elevada, com muitos aguardando o regresso em alojamentos temporários. Mais de 1400 pessoas com 65 ou mais anos já se registaram para o retorno, ainda que permaneçam dúvidas sobre o futuro e sobre eventual reconstrução do empreendimento.
Investigação e próximos passos
As autoridades continuam a investigação das causas do incêndio, com indicações de falhas nos sistemas de segurança contra incêndios. Em paralelo, o Governo mantém a posição de que a reconstrução no mesmo local não é viável, promovendo a recompra de propriedades, o que tem gerado contestação entre alguns moradores.
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