Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Orbán assume responsabilidade pela derrota mas mantém liderança do partido

Orbán assume responsabilidade pela derrota do Fidesz, mas não demite a liderança; promete renovação total e analisa resultados

Cartaz eleitoral vandalizado com a mensagem "Fidesz mentiroso"
0:00
Carregando...
0:00
  • O primeiro-ministro cessante Viktor Orbán assumiu responsabilidade total pela derrota do Fidesz, mas não renunciou à liderança do partido.
  • Disse que tem de assumir a 100% a responsabilidade, sem anunciar a demissão como presidente do Fidesz.
  • Antes de votar, tinha dito que deixaria a presidência do partido no caso de uma derrota considerada “grande”.
  • A oposição, o Tisza de Péter Magyar, venceu com 52% dos votos e 137 dos 199 lugares no parlamento.
  • Orbán pediu uma renovação total do Fidesz, que será discutida nos próximos encontros e congressos; afirmou que críticas à corrupção nunca foram toleradas, mencionando que a Hungria é apontada como o país com maior percepção de corrupção na União Europeia nos últimos quatro anos.

O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, assumiu a responsabilidade pela derrota eleitoral do seu partido, o Fidesz, ocorrida no domingo, mas não anunciou a sua demissão da liderança. Orbán disse ser necessário assumir 100% a responsabilidade, em declarações ao canal Patriota, no YouTube, sem confirmar a sua saída da presidência.

No domingo, antes de votar, Orbán tinha indicado que deixaria a presidência do Fidesz apenas no caso de uma derrota considerada grande. A vitória eleitoral foi alcançada pelo partido oposicionista Tisza, liderado pelo conservador Péter Magyar, que conquistou 52% dos votos e 137 dos 199 lugares no parlamento.

Orbán reconheceu que a derrota foi clara e afirmou estar a analisar os resultados sem apresentar respostas definitivas. Enfatizou que o foco não está na demissão, mas numa renovação total do Fidesz, que deverá ocorrer nos próximos encontros e congressos do partido.

O chefe do governo afirmou sentir dor e vazio com o resultado. Disse ainda que a comunidade de direita não pode permanecer nas mesmas condições e que a renovação é necessária para o futuro da formação. Sobre as críticas à corrupção, declarou que não as toleraria.

Relativamente à perceção de corrupção na Hungria, os relatórios anuais da Transparência Internacional indicam que, nos últimos quatro anos, o país tem ocupado uma posição de maior percepção de corrupção na União Europeia, o que é relevante para o contexto das eleições.

As próximas semanas deverão trazer mais detalhes sobre a estratégia de renovação do Fidesz e a composição de cargos, bem como a avaliação interna de Orbán sobre o rumo político do partido após o triunfo oposicionista.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais