- Péter Magyar, vencedor das eleições na Hungria, reuniu-se com o presidente Tamás Sulyok e reiterou que deverá formar governo e, se necessário, demitir o chefe de Estado.
- Sulyok indicou que a sessão constitutiva da Assembleia Nacional poderá ter lugar no início de maio, com a data mais provável entre 6 e 7 de maio; a possibilidade de 4 de maio também foi mencionada.
- Magyar, de 45 anos e líder do partido Tisza, venceu com uma maioria sólida, tendo 138 dos 199 assentos na Assembleia Nacional. O Fidesz ficou com 40% dos votos.
- O vencedor afirmou que, caso o presidente não se demita, o novo governo poderá alterar a Constituição para o demitir, assim como as “marionetas” nomeadas pelo sistema Orbán.
- Magyar prometeu encerrar serviços de notícias dos meios de comunicação públicos controlados pelo governo cessante, planeando depois apresentar uma nova lei de imprensa que determine que os meios públicos sirvam os húngaros.
Péter Magyar reuniu-se com o presidente Tamás Sulyok no Palácio Sándor, em Budapeste, para discutir a formação do governo. Magyar venceu as eleições e assumirá a tarefa de formar o executivo, com Sulyok a confirmar o papel do novo primeiro-ministro.
Sulyok indicou que a sessão constitutiva da Assembleia Nacional poderá realizar-se no início de maio, com a data mais provável a 4 de maio, após o feriado de 1 de maio. Contudo, o presidente apontou que as datas mais prováveis são 6 ou 7 de maio.
Magyar, de 45 anos, lidera o partido Tisza que conquistou 138 dos 199 lugares na Assembleia Nacional, garantindo uma maioria esmagadora. O líder destaca que é incumbência do presidente nomear o novo governo.
Pedido de demissão do presidente e consequências
Após a vitória, Magyar pediu a demissão do presidente da República, afirmando ter comunicado o seu objetivo ao chefe de Estado durante o encontro privado. O objetivo é assegurar a liberdade do novo governo, mediante eventual demissão ou alteração constitucional.
Magyar indicou ainda que, se o presidente não sair, o novo governo avançará com uma mudança constitucional para o remover, apontando para ações contra o que considera ser a influência de estruturas associadas ao anterior governo.
Enfoque à imprensa pública
Em entrevista à rádio pública, Magyar prometeu encerrar serviços de notícias dos meios de comunicação social públicos que asseguram a posição do governo cessante. Quando formar governo, o objetivo é suspender esse serviço, alegando uso propagandístico.
O líder acusou a imprensa pública de não o ter convidado durante a campanha, e de ter sido excluído durante mais de um ano e meio. A oposição liderada pelo Tisza conquistou a maioria de votos, enquanto o Fidesz manteve uma presença menor no parlamento.
Contexto político e perspectivas
O Tisza obteve 52% dos votos, frente aos 40% do Fidesz, o que, devido ao sistema eleitoral, traduz-se numa maioria parlamentar de dois terços. Tal cenário facilita as reformas prometidas pela nova maioria.
O partido de Magyar pretende, entre outras medidas, redigir uma nova lei de imprensa que garanta que os meios públicos sirvam o público húngaro, sob o novo governo. A situação aponta para uma mudança profunda na moldura institucional húngara.
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