- Rafael López Aliaga, candidato da Renovación Popular, não aceita os resultados e acusa fraude eleitoral sem apresentar provas, apontando atrasos na abertura das mesas em Lima.
- Em frente ao Jurado Nacional de Eleições, pediu a detenção de Piero Corvetto e alegou falhas logísticas que atrasaram o voto.
- Alega que 1,6 milhões de eleitores que normalmente votam não o fizeram devido aos atrasos, e que algumas mesas passaram de 230 para 100 votos.
- Anuncia possível marcha em massa e insurreição civil se houver confirmação de fraude, criticando o silêncio de Keiko Fujimori.
- No recenseamento, Keiko Fujimori lidera com 16,87% dos votos válidos (López Aliaga tem 12,32%); a União Europeia afirmou que as eleições foram transparentes, ainda que com problemas na distribuição do material.
O empresário Rafael López Aliaga, candidato de Renovación Popular, não reconhece o resultado das eleições no Peru, mesmo com a possibilidade de passar à segunda volta. O protesto ocorreu em frente ao Jurado Nacional de Eleições, após atrasos na abertura das mesas de voto em Lima.
Ele acusou atrasos logísticos na distribuição de material eleitoral, que provocaram a abertura tardia de assembleias e prolongamento da votação para segunda-feira em 13 colégios, afetando cerca de 52 mil eleitores. Sem apresentar provas, indicou que milhões de votantes deixaram de participar.
O candidato ultraconservador pediu à Procuradoria e à polícia que investiguem o chefe do Gabinete Nacional de Processos Electorais, Piero Corvetto, a quem também imputou responsabilidade pelo que chamou de falha grave no processo. Reforçou a ideia de fraude para justificar a distribuição de votos.
Afirmou ainda que, se a fraude se confirmar, haverá uma marcha de grande dimensão, convocando apoiantes para uma eventual insurreição civil. López Aliaga criticou a candidata de direita Keiko Fujimori por não se pronunciar, sugerindo que a suposta fraude favorece o regresso da oposição.
Até o momento, com cerca de 82% dos votos apurados, Fujimori lidera com 16,87% dos votos válidos, López Aliaga tem 12,32%, seguido por Jorge Nieto e Roberto Sánchez. A representação da UE considerou as eleições transparentes, apontando apenas falhas logísticas.
Contexto do processo
A UE reconheceu a transparência geral das eleições, embora tenha indicado problemas na distribuição de material e no tempo de votação. Foram observadas atrasos em várias assembleias, com extensão da jornada eleitoral para além do domingo em alguns locais.
Imparcialidade e desdobramentos
As apurações seguem em curso, com o escrutínio global ainda por concluir. O foco recai sobre como os atrasos podem influenciar o resultado final e se haverá novas ações legais para contestar o processo.
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