- Meloni terminou a visita de dois dias ao Golfo Pérsico, com paragens no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, após a Arábia Saudita, com foco na segurança da região e no abastecimento de energia em Ormuz.
- Em Doha, a primeira-ministra italiana foi recebida pelo emir Tamim bin Hamad Al-Thani e destacou a disponibilidade de reabilitar infraestruturas energéticas italianas e a cooperação para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
- Nos Emirados Árabes Unidos, Meloni expressou ao presidente Mohamed bin Zayed Al-Nahyan a forte proximidade entre a Itália e uma nação amiga, agradecendo o apoio nas operações de repatriamento de turistas e de cidadãos italianos no país.
- A reunião em Jeddah com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman tratou da assistência militar defensiva italiana e de medidas para assegurar o abastecimento de energia e reduzir impactos da crise nas empresas e nos cidadãos.
- A visita foi a primeira de um líder da União Europeia, do G20 ou da NATO desde o início da guerra; gerou críticas no país, com o Partido Democrata e a Aliança Verde de Esquerda, enquanto Matteo Renzi considerou-a politicamente inteligente apesar de perspetivas difíceis pela frente.
Giorgia Meloni encerrou no sábado a visita de dois dias ao Golfo Pérsico, com paragens no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, após uma passagem pela Arábia Saudita na sexta-feira. O foco foi a segurança na região e o abastecimento de energia, afetado pelos incidentes no Estreito de Ormuz.
Em Doha, a primeira-ministra italiana foi recebida pelo emir Tamim bin Hamad Al-Thani. O encontro enfatizou esforços diplomáticos para abrir caminho a uma solução para a guerra no Médio Oriente e a reabilitação de infraestruturas energéticas italianas afetadas por ataques no Iran.
Meloni reiterou a disponibilidade de Itália para apoiar a reabilitação de infraestruturas energéticas da região e apelou a cooperação para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Foram discutidos investimentos em segurança, infraestruturas críticas e gestão de migração.
Nos Emirados Árabes Unidos, Meloni reuniu-se com o presidente Mohamed bin Zayed Al-Nahyan. A chefe do Governo italiano sublinhou a proximidade entre Itália e os Emirados, agradecendo o apoio em operações de repatriamento de turistas e de cidadãos italianos no início do conflito.
A agenda em Jeddah repetiu a discussão sobre abastecimento energético e medidas para mitigar impactos da crise sobre empresas e cidadãos. A visita ocorreu num momento de tensões regionais intensas e de incentivos a soluções diplomáticas.
A deslocação da primeira-ministra italiana foi a primeira de um líder da UE, do G20 ou da NATO desde o início da guerra. A decisão foi tomada de forma súbita, por segurança, dadas as hostilidades em curso.
Em Itália, a operação motivou críticas por parte do Partido Democrata e da Aliança Verde de Esquerda. O líder Matteo Renzi descreveu a viagem como politicamente inteligente, mas com desafios à frente.
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