- Barco que transportava cerca de 105 migrantes virou-se no Mediterrâneo central após ter partido da Líbia no sábado; 32 pessoas foram resgatadas, dois corpos foram encontrados e mais de 70 permanecem desaparecidas.
- Os sobreviventes foram resgatados por dois navios comerciais e levados para a ilha italiana de Lampedusa.
- O acidente ocorreu numa zona de busca e salvamento sob a alçada das autoridades líbias.
- As organizações Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch responsabilizam as políticas dos governos europeus pela falta de vias seguras e legais para migrantes.
- Segundo a OIM, desde o início de 2026 já morreram ou estão desaparecidos pelo menos 683 migrantes; 6.175 chegaram a solo italiano no mesmo período.
Um barco que transportava cerca de 105 migrantes virou-se no Mediterrâneo central após partir da Líbia no sábado à tarde. Devem-se confirmar números, mas 32 pessoas foram resgatadas, 2 corpos foram recuperados e mais de 70 continuam desaparecidas.
Os sobreviventes foram interceptados por dois navios comerciais, que os levaram até à ilha italiana de Lampedusa. O resgate ocorreu em conformidade com o direito marítimo internacional, que obriga a prestação de assistência a náufragos.
Um vídeo aéreo publicado pela Sea-Watch mostra dois homens agarrados ao casco do barco que se afundava, com um dos navios comerciais a aproximar-se para prestar ajuda. A Mediterranea Saving Humans aponta que o acidente resulta de políticas europeias que dificultam vias seguras.
Contexto e números
A ilha de Lampedusa é um ponto de chegada comum para quem parte do Norte de África com destino à Europa. Segundo a OIM, pelo menos 683 migrantes já morreram ou estão desaparecidos desde início de 2026.
Segundo o governo italiano, 6.175 migrantes chegaram a solo italiano no mesmo período, refletindo o volume de entradas no país.
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