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Cerca de 40 mil corpos rochosos próximos da Terra identificados

Agência Espacial Europeia (ESA) testa, com a missão Hera, o desvio de Dimorphos como defesa da Terra, em contexto de quarenta mil asteroides próximos, com trinta por cento já detetados

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  • A Agência Espacial Europeia (ESA) estima que a Terra está rodeada por cerca de 40 mil asteroides próximos.
  • A ESA tem a missão Hera, que visa testar se o desvio da trajetória do Dimorphos é fiável para a proteção do planeta.
  • A Direção de Observação aponta que apenas 30% destes objetos já foram descobertos, com dez mil detetados nos últimos três anos.
  • Existem cerca de dois mil asteroides com alguma probabilidade de colidir com a Terra.
  • Em Chelyabinsk, em 2013, um asteroide de 20 metros explodiu a 30 quilómetros de altitude, libertando energia equivalente a 35 bombas de Hiroxima.

A Terra está rodeada por cerca de 40 mil asteroides próximos da Terra (NEOs), segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). A agência está a preparar ações para sinalizar mais destes corpos rochosos que, em caso de colisão, constituem uma ameaça potencial ao planeta. Em 2030, com a entrada em funcionamento da próxima geração de telescópios, o número de objetos próximos da Terra conhecidos deverá crescer ainda mais rapidamente, aponta Luca Conversi, chefe do Centro de Coordenação de Objetos Próximos da Terra da ESA. A estimativa indica que apenas 30% destes objetos já foram descobertos, com dez mil detetados nos últimos três anos.

A ESA desenvolve a missão Hera, destinada a testar se o desvio da trajetória de um asteroide é um método fiável para a proteção da Terra. Dados disponíveis sugerem que cerca de dois mil asteroides possuem uma probabilidade não nula de colidir com o nosso planeta. Em 2013, a Terra testemunhou o impacto de um objeto com cerca de 20 metros de diâmetro, que atingiu a atmosfera a poucos quilómetros de altitude e causou uma explosão com energia equivalente a dezenas de bombas nucleares.

Hera e a proteção planetária

O objetivo da Hera é medir com precisão os efeitos de uma tentativa de desvio de trajetória, complementando a missão anterior que testou a espessura de alterações via impacto. Os investigadores avaliam se as mudanças introduzidas na órbita de um asteroide binário podem ser utilizadas como ferramenta de proteção. Os dados recolhidos permitirão recalibrar modelos de previsão de impacto para diferentes cenários.

O episódio de 2013 ocorreu na região dos Montes Urais, na Rússia, quando estilhaços se propagaram após a explosão de um asteroide que entrou na atmosfera. Segundo os especialistas, cerca de 1.500 pessoas ficaram feridas por fraturas, cortes e lesões provocadas por vidro. A explosão ocorreu a uma altitude aproximada de 30 quilómetros, libertando energia estimada em dezenas de vezes a força de Hiroxima. Os fragmentos deixados pelo asteroide foram detetados nos dias subsequentes.

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