- Mais de 30 mil pessoas participaram, segundo autoridades, na Via Sacra presidida pelo Papa Leão XIV ao longo das 14 estações.
- Pela primeira vez desde a posse, o Papa carregou uma cruz de madeira, recuperando uma tradição que não ocorria desde João Paulo II.
- No seu primeiro ano de pontificado, o Papa designou o frade Francesco Patton para redigir as meditações que guiaram a Via Sacra.
- O texto apelou à denúncia da guerra e de abusos de poder, e criticou a indústria do espetáculo e a mercantilização da nudez.
- O Papa voltou ao Coliseu para a cerimónia da Sexta-Feira Santa, retorno ao local desde 2022 por questões de saúde anteriores.
Perante mais de 30 mil fiéis, segundo as autoridades locais, o Papa Leão XIV presidiu pela primeira vez, desde a sua tomada de posse, a uma das cerimónias mais solenes da Semana Santa. A Via-Sacra decorreu no Coliseu, em Roma, e teve uma duração superior a uma hora, com um apelo contra a guerra e o abuso de poder.
O Papa carregou uma cruz de madeira, recuperando uma tradição que não se via desde o pontificado de João Paulo II. A presença marcou o regresso do líder da Igreja Católica a este local para a Sexta-Feira Santa, algo ausente desde 2022 devido a problemas de saúde.
No seu primeiro ano a presidir a cerimónia, Leão XIV conferiu ao frade Francesco Patton a redação das meditações que guiaram as 14 estações. O texto enfatizou a condenação da tirania, do autoritarismo e dos excessos do poder, sem mencionar países ou nomes específicos.
Meditações e apelos
As orações incluíram um repúdio ao que foi chamado de desastre da guerra e de genocídios. Também houve pedidos de proteção para mulheres vítimas de tráfico, migrantes que enfrentam viagens perigosas e crianças afetadas pelos conflitos.
O texto de Patton criticou ainda a indústria do espetáculo e o sensacionalismo, denunciando a mercantilização da nudez e a violação de privacidade em busca de audiência.
Regresso ao Coliseu
A cerimónia reforça o regresso do Papa ao Coliseu para a Sexta-Feira Santa, consolidando uma prática que não ocorria há dois anos. O evento foi acompanhado por autoridades e pela imprensa, incluindo agências como a EFE.
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