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Turismo cabo-verdiano assegura que Cabo Verde é destino seguro

Governo cabo-verdiano assegura que não há surtos gastrointestinais; vigilância activa confirma estabilidade da situação, apesar de notícias alarmistas internacionais

Em três anos, registaram-se sete mortes de turistas britânicos na ilha do Sal
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  • O Governo de Cabo Verde afirma que não existem surtos de doenças gastrointestinais, mantendo vigilância epidemiológica activa.
  • Reitera que não há evidência de surtos nas ilhas do Sal e Boa Vista; os casos são esporádicos e dentro do esperado para esta altura.
  • O país repudiou o alarmismo gerado por notícias internacionais que associam o destino a riscos de saúde pública.
  • Entidades indicam que sete turistas britânicos morreram nos últimos três anos, num único foco de contaminação já identificado e intervenido, com ações de formação HACCP a mais de trezentos operadores locais.
  • Autoridades ressaltam que Cabo Verde é um destino seguro e apelam à responsabilidade editorial, evitando narrativas que distorçam a realidade e prejudiquem o turismo.

O Governo de Cabo Verde reiterou que o arquipélago não regista surtos de doenças gastrointestinais, após relatos em a imprensa britânica sobre a morte de um turista associado a infecções intestinais. O comunicado oficial foi partilhado pela Lusa.

O Ministério do Turismo afirma que não há evidência de surtos nas ilhas do Sal e da Boa Vista, com os casos a manterem-se dentro do esperado para esta época. Descreve a vigilância epidemiológica como activa e ligada às autoridades de saúde e aos operadores turísticos.

As autoridades destacam que os dados disponíveis não revelam alterações anormais na situação epidemiológica global. O turismo cabo-verdiano é apresentado como seguro, com um apelo ao rigor editorial na comunicação de casos.

Narrativas que induzem medo

O Ministério do Turismo indica que não foram verificadas alterações que justifiquem campanhas de alarmismo. A nota sublinha que os factos mostram Cabo Verde como destino seguro, recomendando-se e mantendo-se entre os mais procurados do Atlântico.

A nota critica títulos sensacionalistas que descontextualizam casos isolados, prejudicando a reputação do país. Reitera o apoio a operadores turísticos internacionais e nacionais, com acções de formação em normas HACCP a mais de 300 operadores locais.

O ministério acrescenta que as sete baixas de turistas britânicos ocorreram ao longo de três anos, num só foco de contaminação já intervencionado. Aponta para reforço de formação em higiene alimentar e segurança para operadores locais.

Situação recente e contexto

A imprensa britânica reportou a morte de um turista britânico na ilha do Sal, elevando para sete o total de casos desde 2023. Em fevereiro, famílias de turistas britânicos acionaram processos contra operadores de viagens após contaminações associadas a negócios turísticos.

O ministro da Saúde, na altura, comentou inexistir evidência de surto ativo de shigelose em Cabo Verde. Em março, o INSP reportou detecção de Shigella em água de rega de produtos para hotéis, nas ilhas do Sal e da Boa Vista.

A instituição indicou que a Shigella Sonnei foi identificada nas amostras, levantando a hipótese de introdução da bactéria no país. O ECDC havia emitido um aviso para viajantes por um risco moderado de gastroenterites na região.

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