- A Autoridade Aeronáutica Nacional pediu aos Estados Unidos informações sobre os drones Reaper MQ-9 que poderão passar pela Base das Lajes, nos Açores, com destino à guerra do Irão a partir da Jordânia.
- A SIC riferiu que a AAN solicitou dados técnicos do drone, certificados dos pilotos e a área prevista de amaragem em caso de emergência.
- Os drones chegarão à Base das Lajes em contentores, para montagem, antes de seguir para Amã, na Jordânia.
- O Reaper MQ-9 foi apresentado pela Força Aérea norte‑americana em 2006, com o nome que indica uma função de ataque, “ceifador”.
- Portugal já estabeleceu três condições para o uso da base pelos EUA: resposta defensiva, necessidade e proporcionalidade, e apenas visarem alvos de natureza militar.
A Autoridade Aeronáutica Nacional pediu aos Estados Unidos informações técnicas sobre os drones Reaper MQ-9 que poderão sobrevoar o território português, com destino à Jordânia para operações no Irã. A solicitação foi feita por meio da embaixada norte-americana e envolve a autorização de sobrevoo pela Base das Lajes, nos Açores.
A notícia, divulgada pela SIC, indica que a AAN pretende confirmar especificações técnicas, certificados dos pilotos e a área prevista para amaragem em caso de emergência. Os drones deverão chegar aos contentores da base para montagem, antes de iniciar voo rumo a Amã.
Os Reaper MQ-9 são apresentados pela Força Aérea dos EUA como aeronaves de alta potência e lethais, utilizadas para ataques. A designação ocorreu em 2006, com o objetivo de reforçar capacidades de combate, segundo referências da própria força aérea internacional.
Contexto e condições de uso
Portugal tem vindo a exigir clareza sobre potenciais operações do Irã e a forma como estes drones poderão operar a partir de território nacional. Em março, o Governo português reiterou três critérios para qualquer utilização da base: defesa, necessidade e proporcionalidade, com limitação a alvos de natureza militar.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros não respondeu a pedidos de confirmação do PÚBLICO. Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros já tinha indicado, em momentos anteriores, que qualquer utilização da base pelas autoridades norte-americanas estaria sujeita a condições objetivas e estritas.
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