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Reino Unido e nove países europeus criam força naval complementar da NATO

Força naval europeia conjunta entre o Reino Unido e nove estados visa dissuadir futuras ameaças da Federação Russa no Ártico e Atlântico Norte

HMS Queen Elizabeth, navio porta-aviões operado pela Marinha Real Britânica
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  • Reino Unido, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Suécia, Noruega e Países Baixos criam uma força naval complementar da NATO para dissuadir futuras ameaças da Federação Russa a partir da fronteira marítima aberta no norte.
  • A Marinha Real britânica anunciou o acordo na quarta-feira; a força multinacional visa operar no Ártico e no Atlântico Norte como apoio à NATO.
  • A iniciativa aponta para passar das palavras à ação, com uma “Marinha híbrida” de aliados do Norte, após uma declaração de intenções assinada pela Força Expedicionária Conjunta.
  • O chefe da Marinha, o general Gwyn Jenkins, divulgou o anúncio nas redes sociais, destacando que o acordo foi fechado na semana anterior.
  • A nova força não inclui os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, já descreveu os porta-aviões britânicos como “brinquedos”.

O Reino Unido anunciou a criação de uma força naval conjunta com nove países europeus, designada como complemento da NATO. O objetivo é dissuadir futuras ameaças da Federação Russa a partir da fronteira marítima norte.

Entre os signatários estão Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Suécia, Noruega e Países Baixos. O acordo foi formalizado na semana anterior, conforme referiu o chefe da Marinha britânica, o general Gwyn Jenkins.

A cooperação visa operacionalizar uma força marítima híbrida, capaz de atuar à frente das águas do Ártico e do Atlântico Norte. Jenkins indicou que as incursões russas nas águas britânicas aumentaram consideravelmente nos últimos dois anos.

A iniciativa surge para fortalecer a presença de aliados na região sem incluir os Estados Unidos, que não integram o novo conceito. O anúncio foi feito através de declarações oficiais e redes sociais do órgão britânico.

Segundo a autoridade naval, o objetivo é desenvolver propostas detalhadas para a força conjunta, com planos de ações coordenadas entre os países envolvidos. A imprensa foi informada de que o formato busca rápida interoperabilidade entre as marinhas.

O posicionamento ocorre num contexto de tensões na região, com ênfase na garantia de segurança marítima norte-asiática e no incremento da dissuasão. A iniciativa pretende ainda reforçar a coordenação de capacidades navais entre os parceiros europeus.

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