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Orbán ordena investigação a escutas ao ministro dos Negócios Estrangeiros

Orbán ordena averiguação às alegadas escutas ao ministro dos Negócios Estrangeiros, após reportagem que envolve vazamento de número a serviço secreto estrangeiro

Péter Szijjártó, Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, numa conferência de imprensa para anunciar o novo investimento do Reino do Metal no Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio em 17 de março de 2026.
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  • O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ordenou uma investigação sobre alegadas escutas telefónicas ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó.
  • O Mandiner, jornal pró-governamental, acusa o jornalista Szabolcs Panyi de ter fornecido o número do ministro a serviços secretos estrangeiros.
  • Orbán disse, numa publicação no Facebook, ter instruído o ministro da Justiça a investigar rapidamente as informações sobre as escutas.
  • Panyi alega que o Mandiner distorceu os factos e divulgou uma gravação dele e o contacto telefónico, que recusou ter entregue voluntariamente.
  • O contexto envolve alegações de interferência russa na campanha eleitoral húngara, com várias informações e reações de políticos e meios de comunicação a sustentar diferentes versões.

Viktor Orbán ordenou uma investigação sobre alegadas escutas ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó. O aviso foi divulgado pelo próprio primeiro-ministro numa publicação na rede social, onde reiterou que as escutas representam um ataque grave à Hungria. O Governo pediu aos serviços da Justiça para analisar o caso.

O Mandiner, órgão pró-governamental, afirma que um jornalista de investigação, Szabolcs Panyi, terá passado o número de telefone do ministro aos serviços secretos estrangeiros, para facilitar a intercetação das suas comunicações. A publicação também mostra uma gravação de Panyi em conversa com uma mulher, incluindo o contacto do ministro.

Contexto de interferência externa e reação oficial

Relatos de Moscovo alega interferência russa na campanha eleitoral húngara têm vindo a ganhar relevância. Panyi tem sido uma das fontes que adiantou informações sobre alegada atividade de agentes russos no país para influenciar o governo de Orban. Em resposta, a embaixada russa em Budapeste qualificou as informações de falsas.

Recentemente, o Washington Post avançou que serviços secretos russos teriam feito uma proposta de descrição de uma operação para impactar o cenário eleitoral húngaro, informação que gerou reação entre o governo. Panyi afirmou que conteúdos de origem russa teriam sido difundidos para influenciar a opinião pública.

Reações de Péter Szijjártó e enquadramento do caso

Péter Szijjártó reagiu em vídeo, referindo choque pela alegação de que um jornalista tenha sido interceptado com a participação de serviços secretos estrangeiros. O ministro afirmou ainda que a ligação entre o jornalista e interesses externos coloca em causa a integridade de quem trabalha no círculo político.

Panyi continuou a partilhar, nas suas redes, que o artigo do Mandiner pode ser visto como uma manobra de enquadramento da investigação sobre fugas de informação atribuídas aos serviços russos. A publicação também mencionou que o jornalista terá sustentado contactos próximos com Anita Orbán, candidata do partido Tisza a ministra dos Negócios Estrangeiros.

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