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Proposta de corredor humanitário no estreito de Ormuz afeta navios e tripulantes

OMI propõe corredor marítimo seguro no estreito de Ormuz para evacuar navios e 20 mil tripulantes retidos, com Irão aberto ao diálogo

Pelo estreito de Ormuz transita normalmente um quinto da produção mundial de petróleo, mas também de gás natural liquefeito
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  • A Organização Marítima Internacional (OMI) propõe criar um corredor humanitário no estreito de Ormuz para evacuar navios e tripulantes retidos no Golfo Pérsico.
  • A estimativa é de cerca de 20 mil tripulantes a bordo de 3.200 navios retidos devido ao bloqueio imposto pelo Irão em retaliação a ataques no Médio Oriente.
  • O Conselho da OMI aprovou uma resolução para um quadro provisório de navegação — possivelmente um corredor marítimo seguro — para facilitar a evacuação.
  • O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, disse que as negociações devem começar de imediato com países da região, incluindo o Irão, que afirmou estar aberto ao diálogo.
  • Os representantes da OMI reiteraram a necessidade de cessar-fogo, desagravar a região e assegurar alimentação e assistência aos navios e tripulantes, sem recorrer a escoltas militares como solução sustentável.

O Comité Executivo da Organização Marítima Internacional (OMI) propõe criar um corredor humanitário no estreito de Ormuz para libertar navios retidos no Golfo Pérsico, devido ao conflito no Médio Oriente. A ideia foi anunciada ao final de uma sessão extraordinária realizada em Londres. O objetivo é permitir evacuações seguras de embarcações e tripulações em risco.

Segundo a OMI, cerca de 20 mil tripulantes encontram-se a bordo de 3200 navios retidos na região, causada pela insegurança no estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irão. A agência da ONU destacou que a solução precisa do acordo entre países da área, o setor marítimo e as agências da ONU.

O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, declarou que as negociações devem começar de imediato com países da região, incluindo o Irão. Dominguez afirmou que o Irão está aberto ao diálogo, referindo contactos já efetuados. As tratativas visam definir prioridades de evacuação.

Diálogo regional e ações do Conselho da OMI

A OMI indicou que não vê a saída de navios sob escolta militar como solução sustentável a longo prazo. A agência pediu um cessar-fogo e desagravamento do conflito para evitar que o transporte marítimo seja agravado pela escalada regional.

Após dois dias de debates, o Conselho da OMI, com 40 Estados membros, aprovou uma resolução que prevê um quadro provisório para um corredor marítimo seguro, destinado a facilitar a evacuação de navios e tripulantes. A medida surge como resposta à crescente pressão econômica global.

O Irão criticou o texto do Conselho, acusando-o de parcialidade e de omitir a agressão na origem da situação. Mesmo assim, os membros apelaram ao fim dos ataques contra navios, à proteção dos tripulantes e à facilitação da troca de tripulações na região.

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