Benjamin Netanyahu afirma que o Irão está a ser dizimado, numa conferência de imprensa, a primeira desde o início da guerra. O primeiro-ministro de Israel diz que as capacidades de produção de armamento iraniano já foram destruídas e que, no eventual fim do conflito, Israel ficará mais forte.
O chefe de governo sustenta que o Irão ataca o Médio Oriente e que o risco de um míssil com ogiva nuclear é uma ameaça grave. Afirmou ter falado com dezenas de governantes internacionais, que lhe dizem ter razão, mas que poucos assumem publicamente.
Netanyahu disse que a presença de Israel no terreno fortalece o papel regional do país, sob a liderança do presidente norte-americano. Alega que o apoio de Washington tem sido decisivo para as ações adotadas pelo seu governo.
Segundo o premiê, o objetivo é destruir o programa nuclear iraniano, bem como os stocks de mísseis balísticos e as fábricas de componentes. Atribuiu grande velocidade aos avanços atingidos pelas forças israelitas.
O líder israelita afirmou que houve um ataque ao campo de gás iraniano, o que gerou resposta iraniana ao complexo energético de Ras Laffan, no Qatar. Disse que o Israel atuou de forma unilateral nesse episódio.
Quanto às consequências energéticas, Netanyahu minimizou o impacto da crise no mercado global. Garantiu que os Estados Unidos trabalham para reabrir o estreito de Ormuz com apoio de serviços de inteligência, o que, a seu ver, deverá reduzir os preços do petróleo.
O premiê defendeu que, após alcançar os objetivos, Israel terá rotas estratégicas alternativas para o transporte de energia, nomeadamente oleodutos para o Ocidente, passando pelo Mediterrâneo. A ideia é reduzir dependências de vias tradicionais.
Sobre a mudança de regime no Irão, Netanyahu disse que se criam condições para o colapso, reconhecendo que pode não ser suficiente apenas ataques aéreos. Admitiu que há estratégias, mas não quis detalhar mais.
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