- Os líderes da União Europeia não conseguiram convencer Viktor Orbán a levantar o veto ao empréstimo de noventa mil milhões de euros à Ucrânia, na cimeira em Bruxelas.
- Orbán volta a dizer que nunca apoiará decisões favoráveis à Ucrânia enquanto os húngaros não receberem o petróleo que lhes pertence, alegando que o Druzhba está bloqueado por Kiev.
- O primeiro-ministro húngaro divulgou um vídeo nas redes sociais após o debate, dizendo que o tema foi tratado sob pressão e que a posição dele é firme.
- Kiev afirma que o oleoduto Druzhba precisa de reparação após ataque de drones russos no final de janeiro, enquanto Orbán insiste que o bloqueio é provocado pela Ucrânia.
- Além da Ucrânia, os chefes de Estado discutiram a guerra no Médio Oriente com tom firme relativamente a EUA/Israel, e houve foco na segurança do Estreito de Ormuz, com Macron a defender desescalada e moratória de ataques a infraestruturas civis.
Em Bruxelas, os líderes da União Europeia não conseguiram convencer Viktor Orbán a levantar o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia. O obstáculo persiste devido às interrupções no fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba, que a Hungria alega estar bloqueado por Kiev.
Orbán escreveu nas redes sociais que não apoiará qualquer decisão favorável à Ucrânia enquanto os húngaros não receberem o petróleo que lhes pertence. O primeiro-ministro húngaro disse ainda ter sentido pressão de diversos lados durante a discussão desta manhã.
O dirigente acrescentou que a posição é firme, acusando a Ucrânia de chantagem ao interromper o fornecimento via Druzhba. Kiev sustenta que o oleoduto precisa de reparação após um ataque de drones russos no final de janeiro. O tema dominou a reunião.
Estrutura regional e valores da UE
No debate, os chefes de Estado e de governo reforçaram a necessidade de cumprir compromissos de apoio ao financiamento à Ucrânia sem desfavorecer aliados de dentro da UE. Prosseguem as avaliações sobre o equilíbrio entre ajuda financeira e soberania energética.
Paralelamente, a cimeira abordou a guerra no Médio Oriente. Os líderes mantiveram tom cauteloso quanto a ações militares de EUA e de Israel e exploraram caminhos para desanuviar a escalada, sem apoiar operações em vigor.
O chanceler alemão destacou que, para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, seria preciso abrir rotas marítimas livres de hostilidades, com mandato internacional ainda sem consenso. A prioridade é reduzir a escalada, com passos subsequentes por definir.
O Presidente francês sublinhou a necessidade de descompressão regional e pediu moratória sobre ataques a infraestruturas civis, defendendo uma rápida desescalada. O encontro prossegue para abordar competitividade, comércio e orçamento da UE.
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