- O Governo taliban afirmou que um ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de toxicodependentes em Cabul, Afeganistão, causou quatrocentos e oito mortos e duzentos e sessenta e cinco feridos, na noite de segunda-feira.
- O porta-voz do Ministério do Interior afegão indicou os números oficiais após o ataque.
- O Ministério da Informação do Paquistão negou a autoria, dizendo ter visado apenas instalações militares e infraestruturas de apoio ao terrorismo em Cabul e na província de Nangarhar.
- O conflito escalou no fim do mês anterior, com bombardeamentos paquistaneses em várias cidades do Afeganistão, levando o ministro da Defesa do Paquistão a dizer que se tratava de uma “guerra aberta”.
- A China pediu contenção e ofereceu mediação, enquanto a Índia condenou o ataque e reforçou a cooperação com o Afeganistão.
O Governo taliban acusa o Paquistão de ter levado a cabo um ataque aéreo a um centro de reabilitação de toxicodependentes em Cabul, Afeganistão, na noite de segunda-feira. A ofensiva deixou um número de vítimas ainda não verificado pela comunidade internacional.
Segundo Abdul Mateen Qanie, porta-voz do Ministério do Interior afegão, 408 pessoas teriam morrido e 265 ficariam feridas, após a investida. O governo taliban apresentou os dados como confirmação do ataque paquistanês.
O Ministério da Informação do Paquistão negou ter realizado a operação, afirmando ter visado apenas instalações militares e infraestruturas de apoio ao terrorismo em Cabul e na província de Nangarhar.
Reacções internacionais
A China pediu calma e contenção entre as partes, oferecendo ajuda para mediação e redução de tensões. A Índia condenou o ataque, num contexto de aproximação com o Afeganistão e de escalada de rivalidades regionais com o Paquistão.
O conflito entre Paquistão e Afeganistão intensificou-se no final do mês passado, com bombardeamentos em várias cidades afegãs e declarações do governo paquistanês sobre uma possível guerra aberta. Fontes locais relatam várias centenas de mortos e feridos até ao momento.
Entre na conversa da comunidade