- O primeiro-ministro Viktor Orbán chamou a eleição de 12 de abril de “histórica” e pediu mobilização dos eleitores.
- Os apoiantes da oposição, liderados pelo Tisza de Péter Magyar, organizaram um grande comício rival, numa altura decisiva da campanha.
- As sondagens sugerem vantagem para o Tisza, apesar de Orbán afirmar que a votação representa uma escolha entre guerra e paz.
- Orbán acusa a oposição de conspirar para arrastar a Hungria para a guerra na Ucrânia; a oposição nega.
- Magyar afirma que a Hungria pertence à União Europeia e à NATO, e critica a posição de Orbán sobre a Ucrânia, com o comício a evidenciar profundas divisões no país.
No mesmo dia nacional de 15 de Março, Hungria viveu dois comícios rivais em clima de campanha. Viktor Orbán impulsionou uma chamada a uma votação histórica para 12 de Abril, dizendo que a nação enfrenta uma escolha entre paz e guerra. Do outro lado, a oposição organizada pelo Tisza mobilizou dezenas de milhares de apoiantes em uma praça monumental de Budapeste.
Orbán argumentou que o próximo governo tem uma responsabilidade histórica e que a vitória deve superar a de 2022. O Fidesz falou de robustez económica e de manter a Hungria afastada de confrontos com a Rússia, mantendo relações com Moscovo. A oposição negou ligações a planos agressivos contra a Ucrânia.
Os comícios consolidaram a divisão política no país. O apoio ao Fidesz manifestou-se numa praça diante do Parlamento, com participantes a exaltar Orbán como o melhor político da Europa. Do lado oposicionista, a manifestação estendeu-se por uma avenida que liga o Danúbio à Praça dos Heróis.
As sondagens destacam vantagem para o Tisza em várias medições, embora o Fidesz discuta métodos de pesquisa e possíveis vínculos de financiamento. Magyar criticou a narrativa de Orbán sobre a Ucrânia, classificando-a como propaganda e prometendo referendo que envolve a adesão de Kiev à UE.
Magyar, num discurso num local histórico de resistência a tropas russas, reforçou que a Hungria pertence à UE e à NATO. Em relação a Orbán, afirmou que o objetivo é manter o poder e acusou o primeiro-ministro de manipular a perceção pública sobre guerra e segurança.
Entre os apoiantes da oposição, algumas vozes veem o pleito como uma oportunidade decisiva. Uma apoianta afirmou que o país não pode suportar mais quatro anos do governo atual, refletindo o clima de descontentamento entre parte do eleitorado.
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