- Itália e Malta vão continuar a vigiar, em conjunto, o navio russo de transporte de GNL Arctic Metagaz, à deriva entre Lampedusa e Malta, após o ataque com drones marítimos em março.
- O navio encontra-se na zona SAR de Malta, com as autoridades maltesas a estabelecerem uma distância de segurança de cinco milhas náuticas e a partilha da monitorização pela Itália.
- A embarcação transporta 900 toneladas de gasóleo e 60 mil toneladas de gás natural liquefeito (GNL); 30 membros da tripulação foram retirados, e o navio está sob vigilância da Marinha italiana, com apoio de um rebocador, veículo antipoluição e um aeronave da Guarda Costeira.
- O Arctic Metagaz tinha origem em Murmansk e destino final era Port Said, tendo sido alegadamente atacado a 3 de março por drones marítimos vindos da costa da Líbia, segundo Moscovo.
- A Ucrânia não assumiu o ataque, mas Kiev já foi associada a operações semelhantes no Mediterrâneo; o navio faz parte da chamada “frota sombra” do Kremlin, sujeita a sanções desde 2024.
O Arctic Metagaz tem estado à deriva entre Lampedusa e Malta desde março, após ter sido atingido por drones marítimos ucranianos. O navio russo de transporte de GNL é ligado à suposta frota sombra do Kremlin.
O Governo italiano informou na sexta-feira que vai manter a vigilância, em parceria com Malta, com o navio rodeado por uma zona de segurança de cinco milhas náuticas. O objetivo é monitorizar a embarcação e evitar riscos ambientais.
A Presidência do Conselho divulgou que o navio está na zona SAR de Malta, após a cimeira presidida pela primeira-ministra Giorgia Meloni. Itália comprometeu-se a partilhar as ações de monitorização com a Valeta.
Situação do navio
O Arctic Metagaz transporta 900 toneladas de gasóleo e 60 mil toneladas de gás natural liquefeito (GNL). A tripulação é composta por 30 membros, que já foram retirados da embarcação para segurança.
A Marinha italiana, com apoio de um rebocador, de um veículo antipoluição e de um avião da Guarda Costeira, continua a monitorizar o navio, que permanece a leste da ilha de Linosa.
Contexto e desdobramentos
O cargueiro tinha ido de Murmansk, na Rússia, com destino a Port Said, no Egipto. Moscovo responsabilizou a Ucrânia pelo ataque com drones marítimos, alegando que os ataques teriam origem na costa da Líbia.
A Ucrânia não reivindicou explicitamente o ataque, mas tem sido apontada por investigadores como tendo envolvimento em operações marítimas naquele corredor. O Arctic Metagaz integra, alegadamente, a frota secreta associada a Moscovo e está sujeito a sanções desde 2024.
Entre na conversa da comunidade