- Portugal e Espanha vão desenvolver sistemas de aviso à população nas zonas transfronteiriças para cenários de risco como inundações ou rutura de barragens.
- O acordo resulta de um memorando de entendimento assinado pelos ministros da Administração Interna, Luís Neves e Fernando Grande-Marlaska, na 36.ª cimeira ibérica em Huelva.
- Os sistemas de aviso são vistos como ferramenta essencial para melhorar a preparação e o planeamento de emergências, especialmente em riscos de rápida evolução.
- O memorando prevê avaliação de riscos transfronteiriços com metodologias comuns e a partilha de boas práticas em educação para o risco e informação pública.
- O acordo também enfatiza a articulação entre as Plataformas Nacionais para a Redução do Risco de Catástrofes de Portugal e Espanha para coordenar ações de prevenção, preparação e resposta.
Portugal e Espanha vão criar sistemas de aviso à população para zonas transfronteiriças, com foco em cenários de risco como inundações ou rutura de barragens. A iniciativa resulta de um memorando assinado na 36.ª Cimeira Luso-Iber Ibera, em Huelva, sexta-feira.
Os ministros da Administração Interna, Luís Neves e Fernando Grande-Marlaska, destacaram que a articulação entre plataformas reforça o pilar preventivo e de preparação face a riscos partilhados. O acordo abrange também a avaliação de riscos transfronteiriços e o planeamento de emergência.
O texto sublinha que os dois países partilham riscos como sismos, tsunamis, incêndios florestais, rupturas de barragens e inundações. A cooperação visa metodologias comuns para melhorar o nível de preparação e atualizar instrumentos de planeamento.
Sistema de aviso e planeamento conjunto
O memorando prevê a implementação de sistemas de aviso à população e a troca de boas práticas em educação para o risco e divulgação pública. A parceria envolve a articulação entre as Plataformas Nacionais para a Redução do Risco de Catástrofes de Portugal e de Espanha.
A cooperação bilateral também visa reforçar ações de prevenção, preparação e resposta nas regiões fronteiriças, conforme o texto do acordo apresentado na cimeira. O objetivo é adaptar-se às alterações climáticas, que aumentam a frequência de fenómenos extremos.
Perspetiva de longo prazo
A assinatura integra dez instrumentos jurídicos na cimeira, com planos de ação em áreas como ambiente, proteção civil, saúde e cibersegurança. O tema da cimeira foi a aliança pela segurança climática e a emergência climática foi também destacada em uma declaração conjunta ambiental.
Os governos reiteraram a vontade de aprofundar a cooperação ibérica em ação climática, visando resiliência e desenvolvimento sustentável. O foco inclui gestão da água, proteção de recursos e resposta a eventos extremos.
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