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Escócia legaliza a aquamação, técnica que dissolve cadáveres em água

A Escócia legaliza a aquamação, primeira nação do Reino Unido a permitir a hidrólise alcalina, abrindo caminho a opção ecológica ainda não prevista em Portugal

Urna com as cinzas de alguém que foi cremado pelo fogo
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  • A Escócia tornou‑se a primeira nação do Reino Unido a legalizar a aquamação (hidrólise alcalina) como alternativa ecológica à cremação e ao enterro.
  • O processo dissolve o corpo em água e numa solução base, restando apenas ossos pulverizados que são entregues às famílias; dura cerca de três a quatro horas.
  • Em Portugal, a técnica não está prevista nem regulamentada pela lei.
  • A regulamentação escocesa resulta de uma consulta pública com apoio significativo a alternativas ecológicas; a água cremativa já é utilizada em Irlanda, Canadá e EUA, entre outros.
  • Embora seja apresentada como mais eficiente energeticamente do que a cremação a fogo, existem dúvidas sobre o tratamento dos efluentes e o impacto ambiental, sendo necessária avaliação técnica e licenciamento municipal.

A Escócia legalizou a aquamação, ou hidrólise alcalina, tornando-a a primeira nação do Reino Unido a institucionalizar este método funerário. A decisão, avançada esta semana, surge como a alteração mais profunda desde a introdução da cremação em 1902. Em Portugal, o método não está previsto em lei.

A medida decorre de uma consulta pública que poderá ter apoiado novas alternativas ecológicas ao enterro ou à cremação. A ministra da Saúde Pública da Escócia, Jenni Minto, afirma que a hidrólise já é utilizada noutros países, como Irlanda, Canadá e EUA, e que a regulamentação responde a uma procura por opções ambientais.

A técnica permite, em cerca de 3 a 4 horas, reproduzir a decomposição natural no solo. O corpo entra num cilindro pressurizado com água e base, aquecido a about 150 graus Celsius, até sobras de ossos pulverizados para pó branco, entregue às famílias.

Em termos operacionais, os resíduos são recolhidos como cinzas da cremação tradicional, prontos para serem guardados em urnas. A hidrólise já está disponível em 28 estados norte‑americanos, no Canadá, Irlanda, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, segundo o The Guardian.

Portugal sem legislação

Em Portugal, não há autorização nem terminologia formal em português para a técnica. Paulo Carreira, diretor‑geral da Servilusa, diz que o termo pode adaptar-se do inglês, mas não há, segundo ele, procura relevante por estas alternativas. A afirmação destoa da ideia de crescimento de interesse público por soluções sustentáveis.

Carreira sublinha a necessidade de informação técnica credível antes de qualquer dicção legislativa. Alega que, embora haja abertura a métodos sustentáveis, a decisão deve descansar em dados técnicos confiáveis e na avaliação de impactos ambientais.

Opiniões e contexto internacional

A regulamentação na Escócia coincide com um debate no Reino Unido sobre enquadramento regulatório de novos métodos, incluindo a compostagem de cadáveres. Caso exista licenciamento municipal, a produção de unidades de aquamação poderá avançar mediante autorização das autoridades de gestão de águas públicas.

A diretiva empresarial no Reino Unido aponta que a empresas Kindly Earth detém direitos de fabrico do equipamento necessário, com o primeiro centro escocês potencialmente operativo dentro de nove meses. A oferta depende de licenciamento local e de aprovações públicas.

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