- A República Islâmica do Irão vai eleger um novo líder supremo após a morte de Ali Khamenei, ocorrida num ataque dos Estados Unidos e de Israel.
- O líder supremo define políticas gerais, nomeia altos cargos e controla a nomeação de metade dos membros do Conselho de Guardiões, além de assinar o decreto de eleição do Presidente.
- A eleição exige a maioria dos votos dos representantes presentes na sessão (metade mais um).
- Enquanto não há novo líder, forma-se um conselho provisório de liderança, composto pelo Presidente, Masud Pezeshkian, pelo chefe do Poder Judicial Golamhosein Mohseni Eyei, e por um membro do Conselho de Guardiões, aiatola Alireza Arafi.
- Não há favorito claro; entre os nomes mencionados aparecem quatro possíveis sucessores: Alireza Arafi, Mohammad Mehdi Mirbageri, Hassan Khomeini e Moytaba Khamenei.
A República Islâmica do Irão enfrenta a tarefa de escolher um novo líder supremo após a morte de Ali Khamenei, em contexto de guerra. O regime teocrático continua sob análise de acontecimentos recentes, com o objeto da decisão a recair sobre a Assembleia de Peritos.
Não há favorito claro entre os nomes em correlação com a sucessão, uma vez que o cargo exige apoio maioritário na sessão de votação. O líder supremo define políticas gerais, nomeia altos cargos e interfere na estrutura de comando das Forças Armadas.
Ao mesmo tempo, o líder atual nomeia parte do Conselho de Guardiões e aprova candidatos, incluindo o decreto para a eleição do Presidente. A formação do novo Conselho de Peritos é determinante para a escolha do sucessor.
> O artigo 111 da Constituição determina que o líder é nomeado pela Assembleia de Peritos no menor tempo possível. Este órgão tem 88 clérigos eleitos por sufrágio direto a cada quatro anos, com a última eleição realizada em março de 2024.
Enquanto se redefine a liderança, prevê-se a criação de um organismo provisório para governar. Este órgão é composto pelo Presidente, pelo chefe do Poder Judicial e por um membro do Conselho de Guardiões.
A sucessão de um líder ocorreu apenas uma vez, em 1989, quando Khomeini morreu e Khamenei foi escolhido para chefiar o país. Na situação atual, vários analistas apontam nomes sem favorito definitivo, conforme a agência EFE.
Entre as referências apontadas pelos meios iranianos surge Alireza Arafi, atual presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos, membro do Conselho de Guardiões e segundo vice-presidente da Assembleia de Peritos. Ele é visto como cruzamento entre autoridade religiosa e influência política.
Mohammad Mehdi Mirbageri é o segundo nome frequentemente citado. Clérigo ultraconservador que dirige a Academia das Ciências Islâmicas em Qom, tem sido associado a uma linha mais afastada do Ocidente.
Hassan Khomeini, neto do fundador, também surge na discussão. Guarda o Mausoléu de Khomeini, tem sido descrito como moderado e apoia políticas de abertura controlada, sem ocupar cargos de relevo.
Por fim, Moytaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é apontado como possível herdeiro. Considera-se que mantém influência junto de setores da guarda revolucionária, mas a eventualidade de uma sucessão hereditária é debatida.
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