- Hillary Clinton depôs perante painel liderado pelos republicanos que investiga Jeffrey Epstein, dizendo não ter conhecimento dos crimes de Epstein ou de Maxwell; Bill Clinton também será ouvido.
- A ex-secretária de Estado afirmou nunca ter encontrado Epstein e disse confiar que o marido desconhecia as atividades criminosas, acusando o painel de proteger Donald Trump.
- A audiência, em Chappaqua, terminou após mais de seis horas de interrogatório, incluindo uma interrupção por publicação de uma foto de Clinton a depor numa sessão inicialmente a portas fechadas.
- Os democratas sustentam que a investigação é usada para atacar adversários de Trump; documentos governamentais recentes mencionam Trump e Bill Clinton, que afirmaram ter rompido laços com Epstein antes de 2008.
- Bill Clinton deverá ser questionado na sexta-feira; o comité procura esclarecer ligações com Epstein e por que o Departamento de Justiça não avançou com mais acusações após o acordo de 2008.
Hillary Clinton compareceu ante um painel da Câmara que investiga Jeffrey Epstein, num depoimento à porta fechada de sexta-feira. A ex-secretária de Estado afirmou não ter conhecimento dos crimes de Epstein ou Ghislaine Maxwell e que não recorda ter encontrado o empresário. O deposto terminou após mais de seis horas de interrogatório.
Clinton também expressou confiança de que o marido, Bill Clinton, não tinha conhecimento das atividades ilícitas de Epstein. Sublinhou que nunca visitou a ilha privada nem as residências associadas ao empresário e acusou o painel de tentar proteger um funcionário público.
O depoimento decorreu em Chappaqua, cidade natal dos Clinton, num contexto de tensões entre o antigo casal e o Comité de Supervisão da Câmara, dominado pelos republicanos. Bill Clinton deverá ser interrogado na sexta-feira, numa situação rara de um ex-presidente perante o Congresso.
Testemunho a portas fechadas e próximos passos
A audiência foi interrompida brevemente após surgir na Internet uma foto de Hillary Clinton a depor, que violou o acordo de sigilo. O grupo democrata argumenta que o processo está a ser usado como arma política contra Trump.
Donald Trump e Bill Clinton aparecem em documentos governamentais sobre Epstein, mas afirmam ter rompido quaisquer laços com o financeiro antes da condenação de 2008. Os Clintons pediram que os depoimentos fossem públicos, mas a comissão manteve o formato à porta fechada.
Contexto político e investigação
O Comité de Supervisão investiga por que o Departamento de Justiça de administrações anteriores não avançou com acusações federais contra Epstein após o acordo de 2008. A oposição política vê no inquérito uma forma de escrutínio de figuras associadas a Epstein sem provas conclusivas.
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