- O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, deu à Agência Internacional de Energia um ano para se afastar da agenda de neutralidade climática, sob pena de perda de associação aos EUA.
- Wright afirma que houve uma “mentalidade de grupo” e acusa a AIE de manter uma ilusão destrutiva de neutralidade até 2050, pressionando a agência a abandonar esses objetivos.
- O secretário disse que muitos países privados defendem reindustrializar-se e aumentar a produção de combustíveis fósseis, e que nos seus interesses não retirar os EUA da AIE.
- No entanto, Wright afirmou que não é provável que políticas pró-clima na Europa recuem publicamente, citando a aposta de partidos e governos na neutralidade climática para manter relevância mundial.
- A UE enfrenta alertas do Conselho Consultivo Científico Europeu sobre alterações climáticas, que diz que a região precisa de mais investimento em adaptação e mitigação, ainda que a procura global por energia tenha aumentado em 2024.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, pressionou a Agência Internacional de Energia (AIE) a abandonar a agenda de neutralidade climática no prazo de um ano, sob ameaça de excluir os EUA do órgão. O alvo é a orientação da AIE sobre emissões e transição energética.
Wright defendeu reduzir o foco na neutralidade climática até 2050, argumentando que a mentalidade de grupo impede avanços. As declarações foram feitas durante uma reunião ministerial da AIE em Paris.
O secretário afirmou que muitos países privados concordam com manter a produção de combustíveis fósseis, citando pressões para reindustrializar e fortalecer defesas. Ainda assim, reconheceu resistência pública em parte da Europa.
Wright citou o risco de a China ganhar influência na AIE se os EUA saíssem, negando a retirada. Comentou que a saída não está nos planos, mas que o objetivo é evitar um alinhamento que privilegie outras potências.
Na Europa, o Conselho Consultivo Científico Europeu sobre Alterações Climáticas indicou que a UE precisa aumentar investimentos em adaptação e mitigação. O organismo reforçou a urgência de medidas para enfrentar impactos climáticos.
A ONU aponta que, mesmo com compromissos atuais, o mundo permanece no trajeto de aquecimento entre 2,3 e 2,5 °C até ao final do século. A AIE, por seu lado, prevê que a procura mundial de petróleo pode subir até 2030.
Dados da própria AIE mostram que, em 2024, a procura global por energia atingiu recordes, com crescimento de 2% face a 2023. A agência destacou que a eletricidade impulsionou esse aumento.
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