- Michael Cerqueira da Costa, de 30 anos, é o único falante de português na Guarda Suíça Pontifícia, com cerca de 135 membros.
- Está na guarda há seis meses e testemunhou a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Vaticano.
- Ex-ator em Nova Iorque, disse ter ouvido a “chamada de Deus” para entrar na guarda, interrompendo a carreira artística.
- Cumpria critérios de idade, cidadania suíça, domínio de francês e italiano e pertença à Igreja Católica.
- Os pais emigraram para a Suíça; cresceu em Genebra e considera Lisboa a cidade favorita; ao jurar, comprometeu-se a proteger o Papa, por pelo menos dois anos.
Michael Cerqueira da Costa, de 30 anos, é o único falante de português entre os cerca de 135 elementos da Guarda Suíça Pontifícia. Filho de emigrantes portugueses, há seis meses que veste o uniforme da guarda de elite do Vaticano.
O soldado testemunhou, na segunda-feira, a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Vaticano. O encontro ocorreu no Palácio Pontifício, onde o Chefe de Estado reuniu‑se com o Papa.
A Lusa ouviu Cerqueira da Costa, que cumprimentou o Presidente e tirou uma fotografia com ele à saída da residência papal. O soldado descreveu o momento como marcante e afirmou ser fã de Portugal, da língua e da comida portuguesa.
Antes de ingressar na guarda, Michael atuou em New York, onde viveu dois anos como ator. A decisão de entrar na Guarda Suíça Pontifícia chegou, segundo o próprio, por uma chamada de Deus, cumprindo os critérios de idade, cidadania suíça, línguas e pertença à Igreja Católica.
Os pais mudaram-se para a Suíça nos anos 80, o pai de Montalegre e a mãe de Arcos de Valdevez. Cresceu em Genebra e diz ter adaptado-se facilmente à vida no Vaticano e em Roma, afirmando que a experiência anterior em Nova Iorque ajudou.
Cerqueira da Costa afirmou que visita Portugal quase todos os anos e aponta Lisboa como cidade favorita, mantendo uma ligação estreita com as raízes portuguesas enquanto cumpre o serviço na Guarda Suíça Pontifícia.
Recorda ainda o juramento ali prestado, quando se comprometeu a proteger o Papa e os seus sucessores, se necessário com a própria vida, e a cumprir um mínimo de dois anos de serviço, movido por um motivo mais forte.
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