- A ONG Foro Penal disse que até às 21h15 de segunda-feira libertou 56 presos políticos desde quinta-feira; o Governo venezuelano afirma ter libertado 116, mas não divulgou nomes.
- O balanço da Foro Penal indica que 86 libertados têm nacionalidade estrangeira ou dupla, incluindo cinco lusovenezuelanos.
- A Plataforma Democrática Unitária (PDU) informa 73 libertações até ao momento e exige aceleração do processo para acabar com o sofrimento das famílias.
- Famílias de presos políticos passam as noites junto a prisões, e houve vigília de colombianos junto à Ponte Internacional Simón Bolívar, com 19 acompanhados.
- As libertações ocorreram após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump; o Governo diz que as medidas resultam de uma revisão de processos no âmbito de justiça, diálogo e paz.
A Venezuela vive uma atualização sobre libertações de presos políticos, com números contraditórios entre organizações não governamentais, oposição e o governo. A Foro Penal, ONG venezuelana, informou que 56 presos foram libertados até as 21h15 de segunda-feira, após uma sequência de libertações iniciada na quinta-feira. O Governo, por sua vez, anunciou a libertação de 116 presos políticos, sem divulgar os nomes.
Conforme o balanço da Foro Penal, o total de presos políticos incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou dupla, entre as quais cinco lusovenezuelanos. A principal força de oposição, a Plataforma Democrática Unitária, elevou o total a 73 libertações até o mesmo horário e pediu celeridade no processo, para reduzir o sofrimento das famílias.
Balanço e reações
A PDU afirmou continuar vigilante, esperando novas libertações até que todos os presos políticos sejam soltos. A coligação acrescentou que quase mil pessoas permanecem detidas por motivos políticos, enquadradas numa “tática de protelação” e com “medidas cautelares pesadas” para muitos libertados. Famílias de presos têm passado as noites junto a várias prisões, incluindo El Rodeo I, perto de Caracas, à espera de notícias.
Na última semana, também houve vigília de famílias de colombianos presos na Venezuela junto à Ponte Internacional Simón Bolívar, com o objetivo de exigir a libertação de 19 compatriotas. A ONG Justiça, Encontro e Perdão pediu transparência, informação verificável e ausência de atrasos no processo.
O anúncio de libertações ocorreu num contexto de pressão internacional, incluindo intervenções do governo dos EUA. O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter influência sobre o processo político em Caracas após a detenção de Nicolás Maduro.
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