- O Governo português condenou a repressão das autoridades iranianas contra manifestantes no Irão e pediu respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.
- A ONG Iran Human Rights aponta pelo menos 45 mortos entre os manifestantes, incluindo oito menores, além de centenas de feridos e mais de duas mil detenções.
- As autoridades iranianas e a imprensa local comunicaram pelo menos 21 mortes desde o início dos protestos.
- Relatos indicam uso de gás lacrimogénio e munições reais para reprimir as manifestações; a Amnistia Internacional denunciou violência contra manifestantes e civis.
- Os protestos começaram a 28 de dezembro e têm crescido, com uma grande concentração em Teerão e interrupção generalizada de internet.
O Governo português mostrou hoje preocupação com a repressão vivida no Irão por parte das autoridades, durante os protestos que já passam há vários dias. A posição foi partilhada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que pediu respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais.
Segundo a organização Iran Human Rights, pelo menos 45 manifestantes morreram, entre eles oito menores de idade, e centenas ficaram feridas. A ONG aponta ainda para mais de duas mil detenções e para o uso de gás lacrimogéneo em vários locais, bem como de munições reais.
As autoridades iranianas, assim como alguns meios de comunicação social locais, referem um número menor de mortos: pelo menos 21 no início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança. Em paralelo, a Amnistia Internacional denunciou ferimentos e mortes entre manifestantes e civis.
Protestos no Irão intensificaram-se desde 28 de dezembro, com foco inicial no custo de vida e sanções económicas, evoluindo para uma contestação ao regime. Uma grande concentração ocorreu na cidade de Teerão, acompanhada de cortes nacionais de internet.
A internet foi interrompida em várias alturas durante os dias de protesto, dificultando a divulgação de informações. Analistas e agências de notícias registaram imagens de concentrações massivas nas ruas, destacando a dimensão comparável a desafios democráticos recentes.
O movimento tem ganhado notoriedade internacional, estando a ser acompanhado por diversas organizações de direitos humanos. O caso suscita debate sobre liberdades civis, repressão policial e responsabilidade de autoridades no Irão.
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