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Conta Lá coloca trabalhadores em lay-off para reduzir custos

Conta Lá avança com lay-off para reduzir custos enquanto salários ficam em atraso, uma medida temporária e reversível para evitar despedimento coletivo

Sérgio Figueiredo
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  • O canal Conta Lá vai recorrer ao lay-off, suspendendo contratos ou reduzindo o horário, como parte de uma restruturação para reduzir custos devido a salários em atraso.
  • A decisão foi comunicada aos trabalhadores por e-mail do presidente executivo, Sérgio Figueiredo.
  • O atraso nos salários de maio persiste para a maioria, tendo já sido regularizados cerca de 40 trabalhadores.
  • O lay-off é visto como reversível e visa evitar despedimentos em massa; a administração aponta 31 de julho como data-chave para regularizar as contas.
  • Nas próximas 12 semanas é necessário encontrar uma grelha de programação de baixo custo, com o Estado a financiar entre 60% e 70% da remuneração dos trabalhadores afetados.

O canal de televisão Conta Lá vai recorrer a lay-off, combinando suspensão temporária de contratos ou redução de horários para reduzir custos. A medida surge num contexto de salários em atraso. A informação foi comunicada aos trabalhadores pelo presidente executivo, Sérgio Figueiredo, num e-mail na sexta-feira, com reportagem da Lusa na manhã de sábado.

A administração entende que o lay-off protege trabalhadores e empresa, evita um despedimento coletivo e é reversível. O objetivo é ajustar a escala de custos para poder manter a operação e investir, mesmo em fase de restrições financeiras.

Em setembro, a partir do dia 15, o projeto passa a outra fase para acelerar investimentos e manter o Conta Lá tal como foi pensado. A empresa justifica a necessidade de sobreviver até lá, evitando impactos drásticos.

Contexto financeiro e prazos

O atraso de salários de maio deveu-se à falta de fundos para pagar a totalidade da massa salarial, com cerca de 40 trabalhadores já regularizados e a maioria ainda sem recebimento. O objetivo é pagar tudo até 31 de julho, conforme a administração.

A empresa reforça que, nas próximas 12 semanas, é crítico definir uma grelha de programas de baixo custo que mantenha a programação com novidades diárias, sem comprometer a viabilidade financeira.

Caso haja dificuldades, a direção indicou disponibilidade para facilitar a desvinculação rápida de trabalhadores que procurem outra fonte de rendimento. O lay-off pode ser utilizado como resposta temporária para manter a relação contratual.

O lay-off prevê que o Estado, através da Segurança Social, assegura entre 60% e 70% da remuneração dos trabalhadores afetados, conforme o regime aplicável. O Conta Lá é um canal de cabo com foco em jornalismo local. A Lusa procurou o presidente executivo para commentar, sem sucesso até ao momento.

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