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Greenspan, maestro dos mercados e defensor da desregulação, morre aos 100 anos

Aliado da desregulamentação, Greenspan moldou décadas de prosperidade, mas é apontado como responsável pela crise financeira de 2008

Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal norte-americana
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  • Alan Greenspan morreu aos 100 anos, ex-presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos e figura central da política económica mundial durante várias décadas.
  • Liderou a Fed entre 1987 e 2006, período marcado por forte crescimento económico e ganhos para investidores, mas também por contornos de desregulação.
  • Foi conhecido pela “Greenspan Put”, ideia de que a Fed cortaria juros para evitar quedas acentuadas nos mercados, estabilizando crises como a de 1987, 1997 e 2001.
  • Acrescentou à sua imagem críticas por manter políticas de juros baixos após a bolha dot-com e por defender uma agenda de desregulação financeira, associada à crise de 2008.
  • Reconheceu, após a crise, falhas no modelo de autoregulação dos mercados, admitindo surpresa com as fragilidades do sistema de laissez-faire e a necessidade de maior regulação.

Alan Greenspan, antigo presidente da Federal Reserve, morreu aos 100 anos, informou a imprensa dos EUA. Foi figura central na economia mundial entre o fim dos anos 1980 e o início do século, conhecido por conduzir políticas que favoreceram o crescimento, e criticado pela crise de 2008.

Greenspan liderou a Fed de 1987 a 2006, nomeado por Ronald Reagan e reconduzido por três presidentes. Durante o mandato, ficou conhecido como “maestro” da economia, influenciando decisões com impacto direto nos mercados e na confiança dos investidores.

Lide e legado

Logo no início, geriu a crise de 1987 com liquidez rápida para conter o pânico em Wall Street. Criou a ideia do “Greenspan Put”, uma expectativa de cortes de juros para resgatar mercados em queda.

Controvérsia e contexto

Em 1996 cunhou a expressão “exuberância irracional” sobre o boom tecnológico, mas foi criticado por incentivar riscos ao manter juros baixos e facilitar o endividamento imobiliário. Pós-2006, a crise de 2008 elevou acusações contra o legado de desregulamentação.

Repercussão e desfecho

Greenspan admitiu, em 2008, ter ficado chocado ao constatar falhas no modelo de autorregulação defendido por ele. Os impactos da crise levaram a reforços regulatórios em várias regiões, com mudanças de políticas marcadas nos anos seguintes.

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