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Irlanda sem linhas vermelhas para próximo orçamento plurianual da UE

Irlanda não tem linhas vermelhas para o QFP 2028-34, mas aponta prioridades nacionais e desafios na contribuição por RNB e nas verbas agrícolas em negociação

Primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin
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  • O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou não ter linhas vermelhas em relação ao próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2032, durante a presidência irlandesa do Conselho da União Europeia.
  • A discussão centra-se no QFP 2028-2034, com a contribuição baseada no rendimento nacional bruto (RNB) a ser a chave, e objeções gerais a várias propostas.
  • A verba para agricultura é apontada como um tema crucial; Martin disse que a proposta precisa de melhoria, o que é um desafio para a presidência irlandesa.
  • Será difícil conciliar a dimensão global do orçamento com as exigências concorrentes, incluindo novas solicitações em áreas como segurança e defesa.
  • Os pilares tradicionais do QFP anterior — a Política Agrícola Comum e a coesão — permanecem muito presentes entre os Estados-membros.

O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que não existem linhas vermelhas para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, que será alvo de negociações durante o semestre em que a Irlanda preside o Conselho da UE. O comentário foi feito no contexto do segundo dia de debates do Conselho Europeu.

Martin sublinhou que a Irlanda tem uma orientação nacional e prioridades próprias, mas reconheceu que grande parte dos recursos próprios representará um desafio nas negociações. O chefe do Governo irlandês mencionou a necessidade de se analisar a base de contribuição baseada no rendimento nacional bruto (RNB).

Relativamente às verbas para a agricultura, apontou que a proposta exige melhorias, o que representa um desafio para a presidência irlandesa. O objetivo é compatibilizar as aspirações dos Estados-membros com a dimensão global do orçamento, sem comprometer a eficácia da Política Agrícola Comum (PAC).

O responsável destacou que algumas vozes consideram o orçamento já elevado, mesmo após reduções promovidas pela presidência anterior. Assim, persiste a dificuldade de conciliar o montante global com as diversas demandas dos Estados-membros, incluindo novas prioridades em áreas como segurança e defesa.

Pilares e prioridades no debate

O líder irlandês ressaltou que a PAC e a coesão continuam centrais no espírito dos Estados-membros e persistem como referências durante as negociações. Estas áreas permanecem entre as questões mais sensíveis para o alinhamento entre países e o objetivo de manter o orçamento equilibrado.

As discussões sobre o QFP 2028-2034 dominam a agenda do Conselho Europeu, com avaliações sobre impactos setoriais, debates sobre fontes de receita e a gestão de compromissos a longo prazo. A posição da Irlanda será acompanhada de perto pelos demais 26 Estados-Membros.

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