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Deteta 100 casos de publicidade a jogo ilegal no Mundial2026

APAJO regista mais de cem casos de publicidade a jogo ilegal no Mundial2026, com redes sociais e criadores de conteúdo a dominarem as evidências

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  • O Verificador de Apostas Reguladas Mundial detetou mais de 100 casos de publicidade a jogo ilegal durante o Mundial2026, segundo a APAJO.
  • Quase metade das evidências verificadas ocorreu nas redes sociais, com mais de 30 ocorrências ligadas a influenciadores digitais.
  • Registaram-se sete casos ligados a pesquisas em motores de busca, seis em grupos da aplicação Telegram e quatro em artigos patrocinados.
  • A APAJO aponta que conteúdos ilegais usam imagens de futebolistas, seleções e da FIFA, incluindo Mbappé, Bellingham, Vozinha e Cristiano Ronaldo.
  • A campanha VAR Mundial decorre ao longo de 39 dias do Mundial e visa entregar um relatório às autoridades reguladoras; cerca de 40% dos portugueses que apostam online recorrem a plataformas sem licença, com 61% a desconhecer a ilegalidade dessas plataformas.

O Verificador de Apostas Reguladas (VAR) Mundial identificou mais de 100 casos de promoção a operadores de jogo online ilegais durante o Mundial2026, segundo a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos (APAJO). Os conteúdos foram validados ao longo da primeira semana da competição.

As redes sociais concentraram quase metade das evidências, seguidas por ações de marketing de influenciadores digitais, com mais de 30 ocorrências. Em menor escala, surgiram casos ligados a pesquisas em motores de busca, a grupos na app Telegram e a artigos patrocinados em órgãos de comunicação social portugueses.

Entre os conteúdos verificáveis, destacam-se imagens associadas a futebolistas e à própria competição, incluindo referências a jogadores de renome. A APAJO assegura que houve uso indevido da identidade de operadores licenciados, de casinos nacionais e de influenciadores.

Ricardo Domingues, presidente da direção da APAJO, descreveu a exposição como massiva, diária e contínua, sobretudo entre jovens. O responsável aponta o combate ao jogo clandestino como prioridade estatal no online e reforça a importância da publicidade regulamentada.

O VAR Mundial resulta de monitorização própria e de denúncias de cidadãos, com dados recolhidos ao longo de 39 dias do Mundial2026. A APAJO vai entregar um relatório às autoridades reguladoras competentes para análise.

Dados setoriais indicam que cerca de 40% dos portugueses que apostam online recorrem a plataformas sem licença, e 61% desconheciam a ilegalidade dessas plataformas. A campanha VAR Mundial continua em curso até ao fim do torneio.

A associação também mencionou que, após os 100 casos iniciais, surgiram novas evidências envolvendo figuras públicas portuguesas e internacionais, com impactos ainda a ser averiguados pelas autoridades competentes.

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