- Empresas francesas mantêm 130 mil empregos em Portugal, empregando através de 1.700 filiais.
- O investimento direto de França em Portugal soma 18,8 mil milhões de euros, tornando o país o segundo maior investidor estrangeiro na União Europeia.
- O BNP Paribas é o maior empregador no setor bancário em Portugal, com cerca de 10 mil trabalhadores; o Novo Banco passou para mãos francesas e a Natixis está a ampliar o centro de competências em Lisboa.
- A Airbus estima que um quarto da produção global de subconjuntos aeronáuticos seja fabricado em Portugal já em 2026, com cerca de 1.300 trabalhadores no sector.
- O estudo aponta três motivos para o interesse francês em Portugal: segurança e abertura atlântica, talento e qualidade de vida, e infraestruturas e mercado de teste; há espaço para ampliar a cooperação e atuação conjunta em mercados lusófonos.
Com 1700 filiais, as empresas francesas representam Portugal como o segundo maior investidor direto estrangeiro no país, com cerca de 130 mil postos de trabalho criados. O investimento total em Portugal ascende a 18,8 mil milhões de euros.
Entre os exemplos mais significativos, o grupo BPCE viu o seu braço Natixis expandir do Porto para Lisboa e anunciou a aquisição do Novo Banco, reforçando a presença francesa no setor financeiro. O Novo Banco emprega perto de 4000 trabalhadores, num total que já era superior a 3000 em território nacional antes da venda.
O BNP Paribas, principal empregador da banca em Portugal, contabiliza cerca de 10 mil funcionários. A Euronext, gestora da bolsa de Lisboa, cresceu no Porto e já soma cerca de 500 trabalhadores no norte. Estas relações ilustram a amplitude da aposta francesa no país.
Investimento e contributos estratégicos
O estudo promovido pelos conselheiros do comércio externo de França aponta que Portugal não é apenas destino de baixo custo, mas referência em engenharia, decisão e tecnologia para os perímetros europeus de várias empresas. Os centros de competências estendem-se a serviços para BNP Paribas, Natixis e Euronext.
Na indústria aeronáutica, a Airbus prevê que um quarto da produção global de subconjuntos ocorra em Portugal já em 2026, com cerca de 1300 trabalhadores, demonstrando a dimensão industrial da presença francesa. O ministro das Finanças destacou o peso transformador dos grandes projetos em curso no país.
Perspetivas de reforço e cooperação
O estudo identifica três dimensões de interesse para as empresas francesas: segurança e abertura atlântica de Portugal, talento e qualidade de vida, e infraestrutura, energia e mercado de teste. Aponta ainda que as funções de execução continuam a representar uma fatia relevante da atividade, com potencial para maior cooperação transfronteiriça.
O documento sugere oportunidades de cooperação bilateral em energia, plataformas digitais e ecossistemas de indústria e engenharia, bem como ações conjuntas em mercados lusófonos. Os responsáveis enfatizam que a relação entre França e Portugal tem margem para crescer, nomeadamente através de maior mobilidade de investimento e parcerias.
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