- O pacote laboral foi rejeitado na Assembleia de República, com os votos contra de Chega, PS, Livre, PCP, Bloco, PAN e JPP.
- A CCP diz que a rejeição é negativa e evidencia falta de consenso político para avançar reformas, prazo de produtividade e modernização. Gustavo Duarte, novo presidente da CCP, comentou o cenário.
- A Confederação do Turismo de Portugal lamenta que haja mais uma oportunidade perdida e defende que uma nova lei laboral é essencial para mais produtividade, crescimento e salários.
- A CIP não comentou a votação, mas afirmou que o debate político desviou-se do objetivo de chegar a um acordo entre empresários e trabalhadores, mantendo o compromisso de trabalhar pelo país.
- As centrais sindicais destacaram vitórias: UGT descreve a decisão como vitória do movimento sindical; CGTP diz tratar-se de um sinal ao Governo e acusa negociações falhadas, enfatizando a luta dos trabalhadores.
O chumbo do pacote laboral, rejeitado pelo parlamento, é visto pelas confederações da CCP e da CTP como uma oportunidade perdida para reformas estruturais do mercado de trabalho. As críticas chegam numa altura de produtividade baixa e volatilidade económica global.
A CCP afirma que a proposta do Governo era um passo de atualização da lei laboral e que a rejeição cria uma perspetiva sombria para enfrentar problemas enfrentados pelas empresas e pela sociedade. O anúncio veio após a votação em que o Chega, o PS, Livre, PCP, Bloco, PAN e JPP votaram contra.
A CTP junta-se à crítica, frisando que uma nova lei laboral continua essencial para elevar produtividade, crescimento e salários. O representante do Turismo descreveu a situação como mais uma oportunidade perdida para o país.
A CIP, por sua vez, optou por não comentar a decisão, referindo que o processo de concertação social falhou e que o debate passou para a esfera política. A estrutura continuará a trabalhar por soluções para o país, segundo o comunicado da CIP.
As centrais sindicais saudaram a decisão dos deputados. A UGT destacou que a votação representa uma vitória para o movimento sindical, enquanto a CGTP vê o sinal como orientado ao Governo no que toca a futuras reformas.
A CGTP, liderada por Tiago Oliveira, atribuiu o desfecho à luta dos trabalhadores e criticou o governo por legislar em conformidade com interesses de patrões, afirmando que a medida prejudicaria trabalhadores, famílias e sindicatos.
A Turma sindical retoma o argumento de que a proposta desregulava horários, aumentava a precariedade e atacava a negociação coletiva. O debate sobre a Prestação Social Única (PSU) foi apontado pela CGTP como uma preocupação futura que deverá ser combatida.
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