- A proposta do Governo de revisão da legislação laboral foi rejeitada na generalidade pela Assembleia da República.
- A CGTP saudou o chumbo, com Tiago Oliveira a dizer que a luta de onze meses foi determinante e que houve um sinal para o Governo.
- A União Geral de Trabalhadores (UGT) classificou a rejeição como uma vitória para o movimento sindical e para os trabalhadores.
- As confederações patronais reagiram com desapontamento, descrevendo o chumbo como uma “oportunidade perdida” para o país.
- CIP, CCP, CAP e CTP destacaram impactos negativos potenciais, com propostas para continuar a trabalhar para a economia, reformas futuras e melhoria da competitividade.
A proposta do Governo para revisar a legislação laboral foi rejeitada na generalidade pela Assembleia da República. O chumbo ocorreu após meses de negociações com as estruturas sindicais e patronais. A decisão manteve o quadro de tensões entre Governo, trabalhadores e empresas.
As centrais sindicais aplaudiram a decisão e destacaram a importância da mobilização dos últimos 11 meses. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a luta foi determinante e acusou o Executivo de estar com uma minoria patronal.
A UGT saudou a rejeição, considerando-a uma vitória para o movimento sindical e para os trabalhadores, ao cortar poderes excessivos para o empregador. A central afirmou que a reforma centrava-se na redução de direitos e na fragilização de famílias.
Reações das confederações patronais
A CIP informou que permanece disponível para colaborar com parceiros na dinamização da economia e na convergência de rendimentos com a média da UE. O comunicado foi enviado ao jornal, sublinhando o empenho em diálogo.
A CCP classificou o resultado como uma oportunidade perdida para o país, apontando uma perspetiva de futuro mais sombria para reformas necessárias. O debate, segundo a CCP, não sinalizou avanços suficientes.
A CAP manifestou desapontamento, entendendo que se perde uma oportunidade de reforçar a competitividade. O sector considerou essencial reformar a base laboral para sustentar o crescimento.
A CT Portugal lamentou também a perda de uma chance de modernizar a lei laboral, reconhecendo a necessidade de reformas para o sector do turismo, comércio e serviços.
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