- O Banco de Inglaterra manteve a taxa diretora em 3,75% pela quarta reunião consecutiva.
- A inflação no Reino Unido manteve-se estável, em 2,8% em maio, abaixo dos 3,0% esperados pelos economistas.
- Custos de transporte subiram para 6,8%, enquanto a inflação de alimentação abrandou para 2,2% e os custos com habitação continuaram a moderar-se.
- O banco alerta que já existe alguma pressão inflacionista derivada de energia, mas pretende impedir uma inflação persistentemente acima de 2%.
- A decisão não foi unânime: dois membros votaram a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual; Andrew Bailey destacou a queda recente do petróleo como encorajadora.
O Banco de Inglaterra manteve a taxa diretora em 3,75% pela quarta reunião consecutiva. A decisão acompanha inflação estável e arrefecimento gradual do mercado de trabalho, sem sinais de aceleração brusca.
A instituição avalia ainda o impacto da guerra no Irão nos preços, enquanto a economia britânica mostra resiliência. O governador Andrew Bailey e o Comité de Política Monetária sinalizam manter uma postura neutra.
Dados oficiais apontam para inflação de 2,8% em maio, estável face a abril e abaixo do esperado de 3,0%. Além disso, a leitura revela custos de transporte mais elevados, enquanto alimentação e habitação desaceleram.
Apesar do recuo recente do petróleo, Bailey alertou que energia mais cara continua a pressonar a inflação, mantendo o risco de subida no curto prazo. A prioridade é evitar uma inflação persistentemente acima de 2%.
Analistas sugerem que a inflação pode acelerar novamente até ao final do ano, com o repasse de custos de energia para os preços. Ainda assim, o ambiente permanece de incerteza pela evolução energética.
A deliberação não foi unânime: 2 de 9 membros votaram a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual, refletindo preocupações com impactos de custos energéticos na inflação.
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