- Em 2025, 20,5% dos trabalhadores na Finlândia trabalhavam habitualmente a partir de casa, contra 1,3% na Roménia, mostrando uma grande diferença entre países da UE.
- Irlanda segue quase na mesma linha da Finlândia, com 19,2% de trabalhadores em casa, acima da média da UE (8,8%).
- A França fica acima da média (11%), a Alemanha tem 13% e a Itália atinge 2,7% de trabalhadores remotos. España regista 7,9%.
- A maior parte dos países com taxas acima de 10% situa-se no norte e noroeste da Europa; sul e leste costumam ter valores abaixo de 5%.
- A investigação aponta três fatores para as diferenças: estrutura económica, cultura de trabalho e custos de deslocação, que juntos explicam o fosso entre países.
A distância entre trabalhar a partir de casa e o local onde se vive continua a marcar a diferença entre os países da União Europeia. Segundo a Eurostat, em 2025 cerca de 20,5% dos trabalhadores finlandeses trabalham habitualmente de casa, face a 1,3% na Roménia. Esta assimetria mostra uma divisão clara na adoção do teletrabalho.
A investigação aponta que o desenho económico, a cultura de gestão e as infraestruturas digitais influenciam fortemente estas taxas. Perante as mesmas perguntas, os números variam bastante de país para país, reflectindo realidades laborais distintas dentro da UE.
Finlândia e Irlanda destacam-se
Em 2025, Finlandia e Irlanda registaram os valores mais elevados, com 20,5% e 19,2% de trabalhadores a exercerem funções a partir de casa, respetivamente. Estas taxas são mais que o dobro da média da UE, que ficou em 8,8%.
Outras referências na UE
Nenhum outro país registou taxas superiores a 14%. Seguem-se Bélgica (13,2%), Alemanha (13%) e Malta (12,5%). Países do norte e oeste, como Suécia, Estónia, Países Baixos, Luxemburgo, França e Áustria, apresentam taxas acima de 10%.
No extremo oposto, Roménia (1,3%), Bulgária (1,4%), Macedónia do Norte (1,9%), Grécia (2,3%) e Itália (2,7%) ficam abaixo de 3%. Em muitos países do sul e leste não se ultrapassam 5%.
Desempenho nas grandes economias da UE
Entre as quatro maiores economias, a Alemanha fica com 13% de trabalhadores em casa, enquanto a Itália mantém apenas 2,7%. França ultrapassa a média com 11%, e Espanha encontra-se em 7,9%.
Fatores explicativos
A diferença entre países deve-se, sobretudo, a três fatores. O tipo de oferta de emprego ligada a TIC, serviços profissionais e escritórios eleva o teletrabalho, enquanto sectores presenciais como indústria, construção e turismo o reduzem.
A disponibilidade de autonomia e confiança no local de trabalho também pesa. Ambientes com menos fiscalização presencial tendem a favorecer o trabalho remoto, enquanto culturas que exigem supervisão cara a cara tendem a limitar-no.
Tempo, eficiência e infraestrutura
O teletrabalho reduz tempos de deslocação e oferece mais flexibilidade a pais e quem percorre grandes distâncias casa-trabalho. Estima-se que trabalhar a partir de casa poupa, em média, 72 minutos diários entre os países estudados.
A experiência mostra que diferenças regionais resultam de ocupação, preparação digital, gestão e custos de deslocação, além de impactos da pandemia. A infraestrutura digital de cada país, como a velocidade da internet, também influencia estas taxas.
Infraestruturas e legislação
A disponibilidade de internet rápida está associada a maiores taxas de teletrabalho. Além disso, a legislação de alguns Estados-Membros, que reconhece o direito de solicitar o teletrabalho, pode atuar como catalisador, juntando-se aos fatores já mencionados.
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