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Preços do petróleo caem após acordo entre EUA e Irão

Queda dos preços do petróleo persiste após acordo entre EUA e Irão, com normalização do tráfego no estreito de Ormuz, mas crude continua acima dos níveis pré-guerra

Acordo traz expectativa de normalização da circulação do tráfego marítimo no estreito de Ormuz
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  • Os preços do petróleo continuam a recuar, com o WTI a rondar 75,5 dólares por barril e o Brent a 78,5 dólares em Londres.
  • Em abril o crude chegou a superar 110 dólares, ainda assim o recuo atual está ligado à perspetiva de normalização do tráfego no estreito de Ormuz.
  • O acordo entre Estados Unidos e Irão para encerrar o conflito na região e reabrir o estreito pode ser assinado esta sexta-feira, o que facilita a oferta.
  • Apesar da queda, o petróleo permanece acima dos níveis anteriores ao início da guerra no Médio Oriente.
  • O mercado acompanha também a política monetária: a primeira reunião da Reserva Federal sob a direção de Kevin Warsh e a expectativa de inflação; o BCE já havia aumentado os juros em 0,25 pontos-base.

Os preços do petróleo continuam a recuar nos mercados internacionais na manhã de quarta-feira, 17 de junho. O WTI, referência nos EUA, negocia perto de 75,5 dólares por barril, enquanto o Brent, marcador na Europa, fica em torno de 78,5 dólares. A correção vem após altas abruptas nos meses anteriores, que chegaram a superar 110 dólares em parte do Brent.

A normalização do tráfego no estreito de Ormuz é apontada como principal motor da tendência de queda. O acordo entre EUA e Irão, que deverá assinar-se ainda nesta sexta-feira, é visto como sinal de redução de interrupções no transporte de petróleo e gás natural pela região.

Embora haja alívio, os preços continuam acima de valores pré-guerra no Médio Oriente e continuam sensíveis a evoluções políticas e militares. A possível reabertura de Ormuz anima expectativas de oferta, mas o cenário permanece volátil.

As negociações sobre o acordo devem ocorrer num contexto de mudanças na política monetária global. Hoje decorre a primeira reunião da Reserva Federal sob a liderança de Kevin Warsh, com foco na trajetória de juros face à inflação. Na Europa, o BCE já elevou as taxas em 0,25 pontos percentuais para 2,25%.

Mercados financeiros globais mostram respostas díspares. As praças asiáticas terminaram em alta, enquanto as bolsas europeias mostram tendências mistas. O PSI em Portugal cai, com apenas quatro companhias a registar valorização, e na Alemanha a bolsa recua enquanto a francesa avança.

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