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Seis maiores economias da UE pressionam pela união dos mercados de capitais

Seis maiores economias da UE pedem aceleração da União dos Mercados de Capitais para desbloquear crescimento e reduzir a fragmentação regulatória

Um funcionário da Bolsa passa diante de um painel que mostra a evolução das cotações em Atenas, quarta-feira, 9 de abril de 2014.
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  • As seis maiores economias da União Europeia — Alemanha, França, Espanha, Itália, Polónia e Países Baixos — enviaram à Comissão Europeia uma carta para acelerar a União dos Mercados de Capitais.
  • A iniciativa visa avançar com um plano comum para integrar os mercados de capitais e desbloquear um acordo que está politicamente paralisado em Bruxelas.
  • O objetivo é criar um mercado único de capitais, permitindo o fluxo livre de dinheiro entre fronteiras e reduzir a fragmentação regulatória.
  • Entre as propostas está a transferência de determinadas competências para a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados, para superar divergências entre Estados-membros.
  • Para avançar, o E6 precisa de apoio de mais nove países, totalizando quinze Estados-membros que representem 65% da população da UE.

As seis maiores economias da União Europeia apelaram a um avanço mais rápido da União dos Mercados de Capitais (UMC), numa carta enviada à Comissão Europeia na sexta-feira. O objetivo é desbloquear o processo legislativo em Bruxelas, paralisado de momento.

Assinam a missiva Alemanha, França, Espanha, Itália, Polónia e Países Baixos, conhecidas como E6. Alegam que a legislolação em funcionamento tem travado o impulso político e os benefícios da reforma dos mercados de capitais.

A carta indica que mercados mais profundos e integrados são essenciais para o crescimento europeu e para a capacidade de agir num contexto global cada vez mais exigente. Bruxelas vê a UMC como prioridade para a Europa competir a nível mundial.

Propostas e objetivo estratégico

O bloco pretende criar um mercado único de capitais, permitindo o fluxo de investimentos e poupanças sem barreiras regulamentares transfronteiras. A integração é apresentada como forma de fortalecer a indústria e a resiliência económica.

Atualmente, os mercados são fortemente regidos por legislação nacional, levando a um quadro fragmentado para empresas e investidores. O E6 defende a transferência de competências para a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados.

Condições para avançar

Para avançar, a proposta precisa do apoio de mais nove países, alcançando pelo menos 15 Estados, representando 65% da população da UE. A posição do E6 depende de ganhar consenso suficiente entre membros para seguir adiante.

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