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UE aposta na inovação frente aos EUA e China no Panathēnea 2026

Panathēnea 2026 evidencia que a Europa precisa converter talento, investigação e capital em campeões globais frente aos EUA e à China

Panathenaia 2026 juntam mais de 11 500 participantes de 60 países
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  • Panathēnea 2026 em Atenas reuniu mais de 11.500 inscrições de 60 países, com cerca de 3.000 participantes ligados ao ecossistema de startups, 440 voluntários e 90 eventos paralelos.
  • O debate centrou-se em como a Europa pode manter a sua competitividade face aos EUA e à China, com foco em acesso a capitais, cultura de risco e ambição global.
  • Markus Villig, fundador da Bolt, afirmou que o principal obstáculo não é a falta de dinheiro, mas a forma como o capital é investido na Europa.
  • A Deel, cofundada por Shuo Wang, está presente em 160 países, gere pagamentos no valor de 3 mil milhões de dólares e serve cerca de 40.000 empresas por mês, defendendo startups globais desde o primeiro dia.
  • Giorgos Daskalakis, Kaizen Gaming, mostrou o crescimento a partir de uma empresa grega, presente em 20 mercados, destacando que o fracasso faz parte do progresso e que se pode ter sucesso fora do país de origem.

A União Europeia aposta na inovação para manter a competitividade face aos EUA e à China, numa altura em que tecnologia e IA ganham peso económico e geopolítico. O tema deu-se no Panathēnea 2026, em Atenas, com fundadores, investidores e executivos de várias regiões a debaterem o tema.

Mais de 11.500 inscrições de 60 países marcaram o evento, segundo a organização. Entre os participantes, 3.000 ligados ao ecossistema das startups dirigiram-se a Atenas. Além disso, 440 voluntários apoiaram a realização, com mais de 90 eventos paralelos espalhados pela cidade.

Do palco do Zappeion, empresários com operações internacionais partilharam lições sobre o que é necessário para criar campeões tecnológicos europeus. A aposta recai sobre acesso a capitais, cultura de risco e ambição global.

Europa precisa de mais cultura de risco

Markus Villig, fundador da Bolt, descreveu a Bolt como exemplo de aproveitamento de uma vantagem de uma pequena nação europeia. A empresa estónia cresceu apesar da limitação de recursos, contando com equipas dedicadas para alcançar mercados globais.

Villig criticou a alocação de capital na Europa, afirmando que muitos recursos ficam em depósitos ou aplicações de baixo rendimento. Segundo ele, o investimento diário de pequenos poupadores nos EUA supera o europeu, o que afecta o ecossistema de inovação.

O empresário estimou que a economia europeia perde entre 2 e 3 mil milhões de euros anualmente pela mentalidade de risco. Defendeu reforçar o investimento em empresas, universidades e fundos de capital de risco para acelerar o crescimento.

Empresas que nascem globais desde o primeiro dia

Shuo Wang, cofundadora da Deel, contou a experiência de uma empresa presente em 160 países, com pagamentos no valor de 3 mil milhões de dólares por mês a clientes, totalizando cerca de 40.000 empresas. Wang admite que o sucesso depende de resolver problemas reais, não apenas de tecnologia.

A executiva defendeu que, hoje, as startups costumam nascer globais desde o início, aproveitando tecnologias que permitem chegar a mercados internacionais sem passar por fases locais sequenciais.

Exemplos de alcance internacional

Giorgos Daskalakis, da Kaizen Gaming, mostrou o percurso de uma empresa grega que atua em 20 mercados na Europa, África e América Latina, tornando-se líder no sector. A história, descreveu-o como fruto de provas, erros e aprendizados contínuos.

Daskalakis reconheceu falhas iniciais, como a expansão para a Polónia que não teve sucesso, mas destacou a Roménia como ponto de viragem para o crescimento internacional. Reforçou a ideia de que o fracasso faz parte do processo de evolução.

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