- A Ferrari revelou o Luce EV, o seu primeiro automóvel totalmente elétrico, apresentado ao Presidente de Itália e ao papa Leão XIV.
- O Luce tem 1.000 cavalos de potência, atinge 100 km/h em 2,5 segundos, autonomia superior a 530 quilómetros e quatro motores, um para cada roda.
- O preço em Itália deverá situar-se em torno de 500.000 euros.
- O lançamento foi recebido com ceticismo pelo mercado e pela crítica especializada; as ações da Ferrari caíram 8,4% na bolsa de Milão.
- O contexto inclui um mercado global volátil para elétricos, com a procura em queda em alguns mercados e a Europa a tornar-se mais competitiva devido à entrada de marcas chinesas; a Agência Internacional de Energia aponta crescimento das vendas.
A Ferrari revelou na terça-feira o seu primeiro automóvel 100% elétrico, o Luce EV, frente ao Presidente de Itália e ao Papa Leão XIV, na residência de Castel Gandolfo, sul de Roma. O lançamento ocorre num momento em que a marca enfrenta ceticismo por parte de investidores e consumidores.
O Luce EV oferece 1000 cavalos de potência, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e tem autonomia superior a 530 km. O veículo tem quatro motores elétricos, instalados em cada roda, num formato que a Ferrari descreve como inovador para a marca.
O preço estimado para o Luce em Itália ronda os 500 mil euros, segundo algumas fontes. John Elkann, presidente da Ferrari, afirmou que o lançamento inaugura um capítulo que transforma a visão da empresa em realidade, reforçando a tradição de antecipar o futuro.
Reação do mercado e dos críticos
As ações da Ferrari registaram uma queda de 8,4% na bolsa de Milão na terça-feira, refletindo o ceticismo do mercado. Analistas apontam que o modelo pode afastar produtores tradicionais da estética típica da marca.
Críticos de produto questionam a relação entre o preço elevado e o apelo junto de um público-alvo restrito. No entanto, há quem veja vantagens em manter a Ferrari competitiva em mercados com fortes exigências de emissões.
Contexto setorial e perspectivas
Especialistas indicam que o mercado global de elétricos continua volátil, apesar de o ano passado ter atingido cerca de 20 milhões de veículos elétricos vendidos, segundo a AIE. Em 2025, as vendas na Europa cresceram mais de 30%, ainda que o continente tenha ganho peso de marcas chinesas.
A entrada da Ferrari neste segmento coincide com uma mudança na indústria do luxo, onde várias rivais ajustaram objetivos de electrificação face à procura global. A empresa mantém o investimento na transição para veículos de zero emissões, ainda que com metas revisadas para 2030.
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