- O ex-presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, criticou o novo modelo 100% elétrico da marca e pediu que retirem o Cavallino Rampante, afirmando que o carro pode destruir um mito.
- O modelo, chamado Ferrari Luce, tem quatro portas, cinco lugares, é maior e menos desportivo do que os Ferrari tradicionais.
- Montezemolo comentou, de forma irónica, que este é um automóvel que os chineses não conseguiriam copiar.
- A Ferrari explicou que o som do seu primeiro elétrico foi um desafio complexo e complexo, recorrendo a um sistema que amplifica vibrações reais para criar um som mecânico autêntico.
- As ações da Ferrari registaram, na terça-feira, uma queda acima de sete por cento na bolsa de Milão.
Luca Cordero di Montezemolo, que dirigiu a Ferrari entre 1991 e 2014, criticou publicamente o novo modelo 100% elétrico da marca, afirmando que pode pôr em causa um marco histórico. O apelo foi feito na chegada a um evento em Roma, na terça-feira, e vinha acompanhado de um alerta sobre a possível perda do mito associado à Cavallino Rampante.
O veículo em causa, denominado Ferrari Luce, é o primeiro da empresa no segmento elétrico. Tem quatro portas, cinco lugares e apresenta dimensões superiores, com um design menos desportivo que os modelos tradicionais da Ferrari.
A Ferrari explicou, num comunicado, que projetar o som do veículo elétrico constituiu um dos maiores desafios da marca, mantendo a identidade emocional sem recorrer a ruídos simulados de motores de combustão. O som do Luce baseia-se na amplificação de vibrações reais dos componentes elétricos.
O tema económico refletiu-se na bolsa: as ações da Ferrari sofreram uma queda acentuada na Bolsa de Milão, com desvalorização superior a 7% na terça-feira.
Sobre a concorrência global, Montezemolo comentou de forma irónica a superioridade tecnológica de outros mercados, sugerindo que o carro poderia ter limitações na reprodução de certaines avanços internacionais, sem entrar em detalhes. A entrevista gerou cobertura mediática, com foco na tensão entre legado da marca e transição tecnológica.
Para atribuir identidade ao projeto, a Ferrari realçou que o Luce pretende conservar o apelo emocional da casa italiana, ao tempo que adopta um design mais tecnológico e espaços mais amplos, sem abandonar o caráter distintivo da marca.
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