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Pilotos da TAP satisfeitos com resultados temem eventual entrada da Lufthansa

SPAC vê resultados da TAP com bons olhos, mas teme impacto laboral na hipótese de entrada da Lufthansa no capital

TAP
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  • O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) viu os resultados da TAP como positivos, mas expressou preocupação com o impacto laboral de uma entrada da Lufthansa no capital da companhia.
  • O prejuízo no 1.º trimestre foi de 39,9 milhões de euros, com recuperação atribuída a mercados como a América do Sul e América do Norte.
  • As receitas operacionais subiram 11%, para 914,4 milhões de euros, sustentadas pelo aumento das receitas com passagens e pela melhoria das receitas unitárias, em contexto de crescimento de capacidade de 3,9%.
  • O SPAC considera que a TAP já tem uma base rentável, e que problemas anteriores derivaram de decisões políticas e da covid-19, destacando a alienação do negócio de manutenção da TAP no Brasil como âncora externa.
  • No âmbito da reprivatização, estão interessadas a Air France-KLM e a Lufthansa; o Governo pretende alienar até 49,9% do capital, com até 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados aos trabalhadores, tendo as propostas vinculativas de julho como prazo.

O SPAC, Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, revelou que encara com bons olhos a recuperação financeira da TAP, ao mesmo tempo em que manifesta reservas quanto a eventual entrada da Lufthansa no capital da empresa. A posição surge após a divulgação dos resultados do 1.º trimestre, que mostraram uma redução dos prejuízos.

A TAP registou uma quebra de perdas para 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre, atribuída pela companhia ao desempenho em mercados como a América do Sul e a América do Norte. As receitas operacionais cresceram 11%, para 914,4 milhões de euros, com aumento das receitas de passagens e melhoria das receitas unitárias, num contexto de expansão de capacidade de 3,9%.

O presidente do SPAC ressalvou que o setor está preocupado com o impacto laboral de uma eventual privatização envolvendo a Lufthansa e outras entidades. O dirigente indicou que, apesar dos desafios políticos que foram apontados no passado, a TAP pode estabilizar após a alienação de áreas não estratégicamente vitais, como o negócio de manutenção no Brasil.

Perspetivas da privatização e interesse das companhias

Helder Santinhos afirmou que as propostas visam o equilíbrio entre preço, plano industrial e capacidade financeira, destacando que as candidatas analisam a estrutura de custos e a forma de trabalho da TAP. As empresas interessadas, incluindo a Lufthansa e a Air France-KLM, mantêm o interesse na privatização, enquanto a IAG ainda não apresentou uma proposta.

O SPAC adianta que ambas as candidatas estão comprometidas com o processo, independentemente de resultados financeiros atuais. Sobre a relação com o sindicalismo, o sindicato manifestou preocupação com eventuais táticas anti-sindicais importadas, que poderiam afetar a paz social e a eficiência do hub de Lisboa.

A carta do SPAC ao Governo, já enviada, defende a reprivatização da TAP desde que os compradores demonstrem idoneidade técnica, financeira e laboral. O objetivo é evitar turbulências laborais no período de transição, alinhando interesses dos trabalhadores com o plano de privatização.

Condições e prazos

O Governo mantém a meta de alienar até 49,9% do capital, com 44,9% reservado a um investidor de referência e até 5% para trabalhadores. Os critérios incluem avaliação de preço, plano industrial, conectividade e solidez financeira do comprador. Nesta fase, as propostas vinculativas devem ser apresentadas até julho.

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