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Petróleo abaixo de 100 dólares e possível acordo EUA-Irã impulsionam bolsas

Petróleo recua para o preço mais baixo das últimas três semanas, entre 96 e 98 dólares, aliviando mercados e impulsionando ações de turismo e transportes

O Nikkei, índice bolsista da praça de Tóquio, subiu quase 3%
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  • O preço do petróleo Brent caiu para entre 96 e 98 dólares por barril, o nível mais baixo desde o início de maio.
  • A perspetiva de um acordo EUA–Irão que permita reabrir o estreito de Ormuz gerou alívio nos mercados e reduziu temores de perturbações no fornecimento.
  • As bolsas em aberto subiram, com fortes ganhos em setores de turismo e transportes, impulsionados pela expectativa de maior oferta de energia.
  • Empresas aéreas registaram ganhos significativos (ex.: Air France‑KLM +7,4% e EasyJet +5,7%), enquanto o setor petrolífero caiu.
  • A notícia indica otimismo cauteloso: líderes ou representantes analisam avanços, mas fontes oficiais destacam que o acordo não está garantido nem próximo.

O preço do petróleo recuou esta semana, com o Brent a cair entre 5% e 6%, situando-se entre 96 e 98 dólares por barril (contratos para agosto). O descenso é o mais baixo desde início de maio, ajudado pela perspetiva de um acordo EUA-Irão que possa reabrir o estreito de Ormuz.

Este cenário de menor risco geopolítico alimentou o otimismo nos mercados. Bolsas abriram em terreno positivo, com sectores de turismo e transportes a liderar os ganhos. Na Ásia, o Nikkei subiu quase 3%, enquanto na Europa o Stoxx 600 e o Dax avançaram acima de 1%.

Desempenho setorial e eventos relevantes

Nas praças europeias, as maiores valorizações ocorreram entre companhias aéreas e turismo, com Air France-KLM a ganhar 7,4% e Easyjet a subir 5,7%. Em contrapartida, as petrolíferas e de energia registaram quedas.

Nos Estados Unidos, o mercado de ações deverá manter a tendência de cautela, pois os feriados prolongados encerram alguns pregões. No fim de semana passado, a Administração avaliou as probabilidades de um acordo como 50/50; hoje, autoridades reforçam a ideia de um diálogo sólido, mas sem expectativa rápida de conclusão.

O alívio com a queda do preço do petróleo já acompanha, em parte, uma descida das taxas de juro soberanas e uma possível desvalorização do dólar face ao euro, refletindo um cenário de maior apetite ao risco entre investidores.

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